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Juros da dívida portuguesa com o maior aumento semanal na Europa

Os juros cobrados pelos investidores para comprarem dívida pública nacional subiram esta semana. Nos prazos mais curtos, Portugal conseguiu mesmo ser o país com o maior aumento. Já no prazo a 10 anos, a Grécia continua a liderar.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 10 de Setembro de 2010 às 17:46
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A “yield” das obrigações a dois anos portuguesas subiu esta semana 29 pontos base para 3,468%. Este foi o maior aumento entre os países da Europa.

No caso grego, estes juros registaram uma queda de 49 pontos, mas neste caso o país está “protegido” pelo empréstimo concedido pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pela União Europeia.

Portugal aumentou para 274 pontos base, ou seja, mais de dois pontos percentuais, o “spread” face aos juros cobrados à Alemanha pelo mesmo prazo. A taxa de juro cobrada ao país liderado por Angela Merkel também subiu esta semana, mas uma subida que se situou nos nove pontos para 0,722%.

No prazo de cinco anos, a taxa de juro cobrada a Portugal para se financiar nos mercados internacionais aumentou em 28 pontos base para 4,416%. Esta subida elevou para 304 pontos base o prémio pago face à Alemanha.

No caso grego, os investidores exigiram mais 26 pontos base mais financiarem o país num período de cinco anos. A taxa de juro aumentou para 11,944% (mais oito pontos percentuais desde o início do ano).

No período mais longo, a 10 anos, a taxa de juro cobrada a Portugal aumentou em 13 pontos base ao longo desta semana para 5,701%. Mas neste caso, a Grécia superou, com os investidores a exigirem um retorno de 11,63% para comparem dívida a 10 anos, mais 34 pontos base do que no final da semana passada.

Esta semana os receios relativos às contas públicas dos países europeus voltaram a acentuar-se obrigando os responsáveis pelas Finanças a virem a público prestar declarações e garantirem que está tudo em ordem. Teixeira dos Santos multiplicou-se hoje em entrevistas, às agências de informação, garantindo que está “muito confiante de que podemos [reduzir o défice orçamental] outra vez” e que “não há qualquer necessidade de bater à porta de qualquer tipo de programa especial de resgate”, uma vez que 90% das necessidades de financiamento do país estão já garantidas.

Mas não foi apenas o ministro das Finanças português que falou. O Ministério das Finanças divulgou hoje os números da evolução orçamental, tendo salientando que a redução do défice está a superar as previsões do próprio Governo. E ainda que nos últimos dois meses se tenha assistido a uma travagem na redução, as Finanças garantem que os objectivos traçados para este ano serão cumpridos.
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