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Juros da dívida recuam nas principais maturidades e sobem nas restantes

Depois do debate do Estado da Nação ocorrido na passada sexta-feira, que levou as taxas de juro implícitas das obrigações portuguesas a escalar 60 pontos base, hoje os juros estão a descer nas maturidades de 5, 10 e 30 anos, e a subir nas restantes.

Jorge Garcia jorgegarcia@negocios.pt 15 de Julho de 2013 às 10:12
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O debate do Estado da Nação que ocorreu na passada sexta-feira provocou uma nova escalada nas taxas de juro implícitas das obrigações portuguesas, com a imprensa internacional a expor a incerteza que paira em torno do País, assustando os investidores, o que levou as taxas de juro a subirem 60 pontos base.

 

Esta segunda-feira, as taxas de juro das obrigações portuguesas encontram-se a descer nas principais maturidades, dos 5 e 10 anos, e também a 30 anos. Nas restantes maturidades, os juros encontram-se a subir, depois de ontem os partidos terem iniciado, formalmente, as negociações para corresponder ao repto lançado pelo Presidente da República. O consenso – pelo menos na comunicação – foi a nota dominante.

 

Quatro dias depois da comunicação de Cavaco Silva, os partidos do arco da governação reuniram-se pela primeira vez. E já definiram, este domingo, um prazo para acordar um "compromisso de salvação nacional": uma semana. Até ao próximo domingo, portanto, os três negociadores do PSD, CDS e PS vão tentar um entendimento para apresentar ao Presidente da República, acertando, nomeadamente, a data para as eleições antecipadas em 2014. Pelo meio, o PS já anunciou que vai votar a favor da moção de censura apresentada pelos Verdes.

 

Face a estes acontecimentos, o Tesouro português deverá ter de suportar juros mais altos na emissão de dívida de curto prazo agendada para quarta-feira, prevêem os analistas. É o resultado do agravamento dos juros das obrigações portuguesas, que na sexta-feira dispararam em todos os prazos, perante a crescente preocupação dos investidores internacionais com a situação política em Portugal.

 

"Muitos investidores não estavam particularmente atentos e a primeira interpretação do discurso foi relativamente benigna. O debate do Estado da Nação deu a entender a divisão que existe entre os partidos", explica Ricardo Santos.

 

Os juros da dívida portuguesa a dois anos estão a avançar 0,5 pontos base para 5,780%. Por outro lado, a cinco anos encontram-se a descer 1,2 pontos para 7,313% e a 10 anos 2 pontos para 7,488%.

 

Em Itália e em Espanha, as “yields” a 10 anos registam descidas de 2,1 e 0,6 pontos base para 4,461% e 4,773%, respectivamente. Na Alemanha, os juros a 10 anos sobem 0,9 pontos base para 1,568%.

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