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Juros de Itália caem depois de o país se ter financiado à taxa mais baixa desde Maio

Os juros implícitos nas obrigações de Itália estão a descer depois de o Governo liderado por Mario Monti ter colocado dívida a um custo mais baixo, com rumores de que foi atingido um acordo para o perdão parcial da dívida grega.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 27 de Janeiro de 2012 às 12:38
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Itália vendeu obrigações com maturidade de seis meses no valor de oito mil milhões de euros, numa operação em que se conseguiu financiar à taxa de juro implícita de 1,969%. Esta taxa é a mais baixa desde a operação que se realizou a 26 de Maio, diz a Bloomberg.

Numa emissão comparável com a que ocorreu no final de Dezembro, Itália pagou um juro de 3,251%, sendo que esta operação fora considerada um sucesso em comparação cm a anterior, decorrida no final de Novembro e em que pagara juros de 6,504%.

Só a procura de obrigações é que foi inferior à comparável. Esta manhã, as ofertas de compra excederam a oferta, equivalendo a 1,35 vezes o montante máximo indicativo de 8 mil milhões de euros que Itália desejava colocar no mercado. Há um mês, a procura fora de 1,69 vezes a oferta, segundo os dados do Banco de Itália divulgados pela Bloomberg.

A taxa de juro implícita nas obrigações de Itália com prazo de dois anos que estão a ser negociadas no mercado secundário está a descer seis pontos base para 3,53%, enquanto a “yield” implícita nos títulos com prazo de 10 anos desce seis pontos base para 1,88%.

“A liquidez do banco central ainda está a impulsionar o valor dos activos de risco” e a reduzir a taxa de juro implícita nas obrigações de Itália, disse o estratega do DZ Bank, Michael Leister, à Bloomberg. Na dívida, o valor das obrigações oscila em sentido contrário ao dos juros.

Os investidores que contraem dívida junto do BCE e compram obrigações como as de Itália para beneficiarem da diferença entre a taxa de referência e os juros de obrigações como as de Itália estão a reforçar a aposta “e a procura de dívida maturidades curtas está permanece forte”, salientou o Leiter em declarações à Bloomberg.

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