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Juros de Portugal abaixo dos 12% pela primeira vez em dois meses

Intervenção do BCE está a ter forte impacto no mercado de dívida dos periféricos. No prazo a dois anos a "yield" das obrigações portuguesas desceu a barreira dos 12%.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 09 de Agosto de 2011 às 11:14
Os juros da dívida dos países periféricos recuam pela segunda sessão consecutiva, uma vez que o Banco Central Europeu está a cumprir a promessa de intervir de forma activa no mercado secundário.

Em Portugal o alívio sentido nos juros está a provocar uma queda de 35 pontos base na “yield” das Obrigações do Tesouro a dois anos, que está agora nos 11,72%. Nesta maturidade os juros desceram a barreira dos 12% pela primeira vez desde meados de Junho.

Nos restantes prazos os juros oscilam em torno dos 12%, registando descidas de cerca de 30 pontos base nas maturidades mais curtas. Nas obrigações do tesouro os juros descem 3 pontos base para 10,60%, também um mínimo de dois meses.

Esta queda reflecte sobretudo as compras que estão a ser efectuadas pelo BCE no mercado secundário e não a diminuição da aversão ao risco dos investidores em relação aos periféricos. No mercado accionista as quedas estão a ser intensas, com os índices accionistas europeus a afundarem em torno de 4%.

As taxas de juro implícitas da dívida pública espanhola e italiana estão também em queda significativa em todos os prazos. A dez anos, prazo de referência para medir o pulso às condições de financiamento dos Estados, os juros estão já em ambos os casos colados ao patamar de 5%, que corresponde a um padrão mais regular.

No caso de Espanha, os juros descem 15,6 pontos base para 5%. No de Itália, a descida é mais intensa, 19,3 pontos base, estando as taxas em 5,09%.

Há apenas uma semana, os juros no mercado secundário aproximaram-se dos 6,5%, levando muitos analistas a temer que estes “pesos pesados” da Zona Euro tivessem ultrapassado o ponto de não-retorno e que, mais cedo ou mais tarde, seriam levados a pedir também ajuda externa, à semelhança do que sucessivamente sucedeu com a Grécia, Irlanda e Portugal.

As campainhas de alarme forçaram o Banco Central Europeu (BCE) a reactivar o seu programa de compras de obrigações soberanas, que criara, muito a contra-gosto, no rescaldo da intervenção na Grécia e que não aplicava há 18 semanas consecutivas. E os resultados, pelo menos para já, são positivos.
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