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Juros de Portugal regressam às quedas superiores a 10 pontos base

As taxas de juro implícitas nas obrigações portuguesas estão a descer em todos os prazos, numa altura em que o alívio de pressão sobre Portugal parece continuar. A “yield” a dois anos já recuou para níveis de Agosto.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 21 de Outubro de 2013 às 17:06
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A taxa de juro implícita nas obrigações a dois anos está a descer 12,4 pontos base para 4,134%, tendo tocado no valor mais baixo desde 21 de Agosto. A taxa a cinco anos cede 14,5 pontos para 5,279% e a 10 anos cai 11,9 pontos para 6,156%.

 

A queda dos juros portugueses é assim generalizada, numa altura em que a tendência nos restantes países do euro não é definida. À excepção da Alemanha, onde a tendência é generalizadamente de ganhos ligeiros.

 

Os juros portugueses continuam assim a revelar algum alívio de pressão, o que se tem verificado desde meados de Julho, depois da crise política, que estalou com o pedido de demissão de Paulo Portas, ter sido resolvida.

 

Entretanto já houve a conclusão da oitava e nona avaliações, já houve a apresentação do Orçamento do Estado para o próximo ano e já foram emitidas várias notas de análise onde as casas de investimento apontam para que Portugal esteja no caminho certo. Isto apesar da generalidade dos bancos de investimento considerarem que o país vai precisar de algum tipo de apoio financeiro para conseguir regressar aos mercados de financiamento.

 

A menos de um ano de terminar o programa de resgate financeiro, Portugal terá de regressar ao mercado para se financiar. Mas, as últimas perspectivas é que o país negoceie um programa cautelar.

 

Ainda esta segunda-feira, Pires de Lima, ministro da Economia, revelou que o Governo quer negociar um programa cautelar com Bruxelas e que estão mesmo a contar começar as negociações deste programa nos primeiros meses de 2014.

 

Também hoje, foram divulgadas notas de análise da Morgan Stanley e do Citi onde a avaliação que é feita do caminho que tem sido percorrido por Portugal é positiva, ainda que admitam que há muito trabalho pela frente. 

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