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Juros em alta antes de leilão de dívida

Portugal regressa esta manhã aos mercados para vender dívida de curto prazo. No mercado secundário, onde se transaccionam os títulos já emitidos, as “yields” estão em alta, mas a expectativa é que o Estado pague menos juros neste primeiro leilão do ano

Bolsa perde mais de 9% em Novembro no pior mês desde a falência do Lehman
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As taxas de rendibilidade associadas aos títulos de dívida pública portuguesa estão esta manhã a subir no mercado secundário em quase todos os prazos, em linha com a generalidade dos países da periferia do euro (caso de Espanha e de Itália).

 

O único prazo em que se observa uma queda nas “yields” é o de dois anos, período de maturidade em que se encaixam os títulos que serão esta manhã vendidos pelo Estado português no mercado primário. Neste caso, as “taxas de juro” descem 13 pontos base para 3,538%. Já a dez anos, sobem 10 pontos base para 6,421%.

 

O IGCP, agência que gere o crédito público português, vai esta manhã reabrir uma linha de crédito a três meses e inaugurar duas linhas novas: a seis e a 18 meses. O montante indicativo, comum às três linhas, vai de 2.250 milhões a 2.500 milhões de euros.

 

Os custos da operação devem baixar, sobretudo no prazo mais longo. Portugal leiloou bilhetes do Tesouro a 18 meses no final de Novembro, a um preço que pressupunha uma rendibilidade implícita de 2,99% para os investidores. O custo deverá ser inferior, em redor de 2%, a julgar pela "yield" a que estão a ser negociados esses títulos emitidos em Novembro, com maturidade em Maio de 2014. Espanha aceitou na segunda-feira pagar uma taxa de 1,687% para se financiar no mesmo prazo.

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