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Juros em queda em praticamente todos os prazos após emissão

Analistas acreditam que Portugal poderá sair do plano de ajustamento à irlandesa e País deverá realizar mais emissões sindicadas antes do final do programa, após forte sucesso na emissão realizada esta quinta-feira.

Miguel Baltazar/Negócios
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 10 de Janeiro de 2014 às 08:56
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As “yields” das Obrigações do Tesouro estão a recuar em praticamente todos os prazos, depois de Portugal ter realizado esta quinta-feira uma emissão de dívida a cinco anos que foi alvo de forte procura por parte dos investidores.

 

Os juros a 10 anos continuam a negociar abaixo de 5,4%, com as “yields” a deslizarem para 5,387%. Já nos prazos mais curtos, os juros das obrigações do tesouro a dois anos recuam para 2,066%.

 

Apenas os juros a quatro e cinco anos estão a contrariar a tendência de queda. Na maturidade a cinco anos, as “yields” estão a avançar para 4,068%, face aos 4,064% registados no fecho da última sessão.

 

Portugal regressou ontem aos mercados com uma emissão de dívida de longo prazo. conseguiu colocar 3,25 mil milhões de euros em dívida a cinco anos, tendo a procura total atingido mais de 11 mil milhões de euros. O juro ficou nos 4,657%.

 

Portugal aproveitou assim o facto da procura ter mais do que triplicado a oferta para aumentar o montante da colocação. Alguns analistas anteviam que Portugal iria colocar 3 mil milhões de euros.

 

Foi uma “emissão muito bem sucedida e estamos muito satisfeitos”, sublinhou a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, na conferência do Conselho de Ministros.

 

Também os analistas aplaudiram o sucesso da operação. Há agora cada vez mais a convicção de que o país poderá sair do plano de ajustamento à irlandesa, sem qualquer programa cautelar, e a expectativa de que sejam realizadas mais emissões sindicadas antes do fim do programa.

 

Além disso, a Moody’s agendou para hoje a divulgação de uma análise ao risco de crédito de Portugal. Os analistas esperam que agência de notação financeira assinale uma melhoria do “outlook” para a dívida portuguesa de”estável”, para “positivo”, abrindo espaço para uma subida do "rating" do país.

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