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Juros gregos voltam a negociar acima dos 10% e bolsa cai quase 4%

Depois do Eurogrupo ter terminado sem acordo entre a Grécia e os parceiros europeus, os investidores voltaram a penalizar a bolsa e a dívida de Atenas. Os juros disparam e a bolsa voltou a deslizar quase 4%.

Reuters
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 17 de Fevereiro de 2015 às 15:45
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O principal índice bolsista grego, o FTASE – que agrega as 25 principais cotadas – fechou a sessão desta terça-feira, 17 de Fevereiro, a recuar 3,92% para 248,05 pontos. A banca, mais uma vez, foi determinante para este comportamento, com as acções do Piraeus a descer 9,02% para 57,5 cêntimos, o Alpha Bank a perder 8,61% para 32,9 cêntimos e o Eurobank Ergasias a cair 8,13% para 14,7 cêntimos.

 

Em queda acentuada estão também as obrigações, o que faz elevar as taxas de juro que estão a ser negociadas no mercado secundário. Assim, a taxa de juro implícita na dívida a três anos está a subir 98,9 pontos base para 18,582%. A taxa a cinco anos avança 91,6 pontos para 15,416% e a 10 anos a subida é de 56,6 pontos para 10,219%, voltando assim a quebrar a fasquia dos 10% neste prazo.

 

Os investidores voltam assim a penalizar a Grécia, elevando as "yields" e penalizando as cotadas. A justificar este comportamento esteve a ausência de um acordo na reunião de segunda-feira, 16 de Fevereiro, entre os ministros das Finanças da Zona Euro. Nesta reunião, além dos ministros das Finanças estiveram também presentes os responsáveis máximos da Comissão Europeia, do Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Mecanismo Europeu de Estabilidade.

 

A reunião acabou por ser rápida, depois de não ter sido encontrada uma solução que reunisse o acordo de todos os presentes. Não houve acordo, mas ficou assente que, se o novo Governo em Atenas quiser mais apoio financeiro do resto da Zona Euro e do FMI, tem de pedir a extensão do actual programa. Se esse pedido de prolongamento da assistência chegar, entretanto, de Atenas, os ministros das Finanças prometem voltar reunir-se nesta sexta-feira.

 

O ministro das Finanças grego; Yanis Varoufakis, disse ontem que está pronto a assinar um acordo com o Eurogrupo, mas quer condições bem definidas e não "palavras nebulosas". Rejeitou qualquer tipo de ultimato por parte dos parceiros europeus e nega que a bola esteja agora do lado da Grécia. "Vamos encontrar-nos a meio caminho nos próximos dias". Em 48 horas, acredita.

 

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