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Juros na emissão do IGCP sobem depois de corte da Irlanda (act)

Os custos de financiamento na dupla emissão de Obrigações do Tesouro realizada esta manhã pelo IGCP subiram face às anteriores emissões comparáveis, depois de o Standard & Poor’s cortar o "rating" da dívida irlandesa.

Edgar Caetano edgarcaetano@negocios.pt 25 de Agosto de 2010 às 10:58
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(Actualiza com mais informação)

Os custos de financiamento na dupla emissão de Obrigações do Tesouro realizada esta manhã pelo Instituto de Gestão do Crédito Público (IGCP) subiram face às anteriores emissões comparáveis, depois de o Standard & Poor’s cortar o “rating” da dívida irlandesa.


O Tesouro português colocou 672 milhões de euros em dívida com maturidade a 10 anos, em que a “yield” média subiu para os 5,312%. Na anterior emissão comparável, e, Junho, o juro médio havia sido de 5,225%.

O IGCP vendeu também 629 milhões de euros em Obrigações com maturidade a seis anos, pagando um juro médio de 4,371%. A procura superou em 2,1 vezes a oferta e o custo aumentou face aos 3,834% pagos na mesma linha, em Fevereiro de 2009. Esta é emissão comparável mais recente.

Neste particular, o rácio de procura manteve-se inalterada nos 1,8.

Nos mercados, os juros da dívida a 10 anos de Portugal estão a subir 11 pontos base para os 5,325%, contagiados pelo encarecimento de 17 pontos base da dívida irlandesa, que custa 5,432%.

A agência de notação de risco cortou na noite de terça-feira a classificação da dívida irlandesa em um nível, para AA-, procurando reflectir as maiores necessidades de recapitalização do sistema financeiro.

Nos novos cálculos dos analistas da S&P, as necessidades de recapitalização dos bancos do país passaram de 35 mil milhões de euros para 50 mil milhões de euros, um esforço que pode contrariar a tentativa de consolidação orçamental que está a ser levada a cabo pelo país.

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