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Juros portugueses continuam em máximos mesmo com compras do BCE

O Banco Central Europeu estará a adquirir obrigações nacionais no mercado secundário, adiantam duas fontes à Bloomberg. As "yields" continuam, ainda assim, em máximos desde a fundação do euro.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 19 de Janeiro de 2012 às 15:23
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As rendibilidades que os investidores exigem para trocar títulos portugueses estão a subir no mercado secundário e continuam a negociar em máximos desde a fundação do euro. Um comportamento que se mantém mesmo com a intervenção do Banco Central Europeu (BCE). De acordo com fontes de mercado a autoridade está a comprar dívida nacional.

A Bloomberg confirmou junto de duas fontes do mercado, que pediram anonimato devido à confidencialidade das operações, que o BCE está a comprar obrigações portuguesas no mercado secundário – o mercado onde os investidores trocam títulos de dívida entre si.

A autoridade monetária retomou o seu programa de compras de obrigações soberanas dos países do euro no mercado secundário, com o objectivo de reduzir as rendibilidades pedidas pelos investidores.

Contudo, este efeito não se está a verificar no que diz respeito às “yields” exigidas sobre a dívida portuguesa.

As taxas de juro implícitas das obrigações a dez anos já renovaram, aliás, um novo máximo desde a fundação do euro, ao avançarem 5 pontos base e tocar nos 14,6%.

A cinco anos, a “yield” também já tocou numa taxa que nunca se tinha verificado desde que o euro circula. A rendibilidade nesta maturidade sobe 44,3 pontos base e está nos 18,4%.

Os avanços são transversais na generalidade das maturidades, sendo que quase todos eles são superiores a 10 pontos base.

Na Europa, a tendência é mista, com quedas das “yields” em Itália e França e comportamento inverso no que diz respeito aos títulos espanhóis. Um desempenho que se verifica apesar de tanto França como Espanha terem reduzido o custo de financiamento em emissões no mercado primário.

A Fitch anunciou hoje que duvida que as metas orçamentais definidas por Espanha sejam cumpridas, o que impulsiona os retornos pedidos pelos investidores.
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