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Juros portugueses a dois anos recuam para nível abaixo dos 2%

Os juros da dívida pública portuguesa estão em queda, sendo que a descida mais acentuada verifica-se na maturidade a dois anos. Amanhã, Portugal realiza uma operação de recompra de dívida que vence em 2014 e 2015.

Bloomberg
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 26 de Fevereiro de 2014 às 11:50
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Os juros da dívida pública portuguesa estão em queda na generalidade dos prazos. Na maturidade a dois anos - prazo onde se verifica a queda mais acentuada - a taxa de juro cede 13,1 pontos base para os 1,924%, a cinco anos as yields da dívida portuguesa deslizam 3,3 pontos base para os 3,701%, de acordo com as taxas genéricas da Bloomberg. Já a dez anos a taxa de juro cai 1,9 pontos base para os 4,832%. Esta é a oitava sessão consecutiva que os juros, nesta maturidade, estão em queda.

 

O risco de Portugal, que é medido através da diferença entre a taxa pedida pelos investidores para transaccionar a dívida a dez anos de Portugal e da Alemanha, país considerado mais seguro mas que oferece um retorno menor, está também em queda, situando-se nos 317,5 pontos base.

 

Este alívio nas taxas de juros exigidas pelos investidores para trocarem dívida entre si, tem vindo a descer há várias sessões. Na última segunda-feira, dia 24 de Fevereiro, o Tesouro português anunciou a realização uma operação de recompra dívida que atinge a maturidade em 2014 e 2015. Assim, amanhã, dia 27 de Fevereiro, Portugal vai procurar reduzir as necessidades de reembolso de dívida para este ano e para 2015. Serão visadas as mesmas linhas de crédito que foram reduzidas pela operação de troca de Dezembro, informou o IGCP em comunicado, na última segunda-feira.

 

Os analistas consultados pelo Negócios, consideram que um dos objectivos desta operação do IGCP é antecipar a entrega de liquidez aos investidores – sobretudo os nacionais – para que estes possam participar nas próximas emissões de dívida nacionais.

 

Espanha e Itália com juros em queda após leilões de bilhetes do Tesouro

 

Os juros da dívida pública italiana, no mercado secundário, estão em queda ligeira na maioria dos prazos. A excepção são as maturidades a dois e a quatro anos, que registam uma subida ligeira de 0,1 pontos base, em ambos os casos. A dez anos, a taxa de juro cede 0,8 pontos base para 3,578%. Esta manhã, o Tesouro italiano realizou esta manhã um leilão de dívida a seis meses, no qual conseguiu colocar o montante total a que se propunha – 8,5 mil milhões de euros – com uma taxa de juro de 0,455%, o valor mais baixo de sempre.

 

No caso de Espanha, as yields estão a cair na generalidade dos prazos, com excepção para a maturidade a oito anos, onde se verifica uma subida ligeira de 0,3 pontos base. A dois anos, a taxa de juro cede 0,5 pontos base para 0,804% e a dez anos, a taxa de juro segue inalterada nos 3,550%.

 

Ontem, dia 25 de Fevereiro, o tesouro espanhol regressou aos mercados com um leilão de bilhetes do Tesouro a três e a nove meses. Com esta operação, Espanha colocou 3.060 milhões de euros, um valor que ficou em linha com o limite máximo previamente estabelecido, escreveu o jornal espanhol "Cinco Dias".

 

A três meses Espanha aceitou pagar um taxa de juro de 0,170%, um valor próximo do mínimo histórico. E a nove meses, o país vizinho pagou uma taxa de juro de 0,457%, um mínimo histórico. A procura, neste operação, também foi elevada tendo superado os 8.500 milhões de euros, escreve a mesma publicação. Espanha terá beneficiado da melhoria do "rating", por parte de Moody’s, na última sexta-feira, dia 21 de Fevereiro. Assim, e pela primeira vez desde 2010, a Moody’s subiu a avaliação de Espanha em um nível - de Baa3 para Baa2 – tendo a agência mantido a perspectiva positiva, deixando em aberto a possibilidade de novas melhorias do "rating".

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