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Juros portugueses recuam pela quarta sessão e fixam-se abaixo dos 12% a dois anos

"Yields" das obrigações portuguesas, italianas, espanholas e irlandesas voltam a cair, com a reactivação do programa de compras de títulos por parte do BCE.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 09 de Agosto de 2011 às 18:41
Os juros das obrigações portuguesas continuam a sua tendência descendente e já marcam a quarta sessão consecutiva de perdas. A reactivação do programa de compras de títulos de dívida no mercado secundário por parte do Banco Central Europeu (BCE) está a pressionar os juros pedidos pelos investidores para deterem obrigações dos países periféricos.

A “yield” sobre as obrigações portuguesas a dois anos desceu hoje abaixo dos 12%, fechando nos 11,8%, valor que não registava desde a primeira metade de Junho.

A queda é transversal a quase todas as maturidades, com perdas que chegam aos 77 pontos base, no prazo a quatro anos (12%) e a 54 pontos base na maturidade, a cinco anos (12%). Os investidores já não exigem taxas superiores a 13% para possuírem títulos de dívida portuguesa de qualquer maturidade.

O comportamento de perdas acompanha a tendência europeia, na sequência da decisão do BCE de voltar a comprar obrigações soberanas no mercado secundário – actuando, assim, como um Investidor Privado como uma forma de travar o contágio da crise da dívida à Itália e a Espanha. Os juros das obrigações dos países cuja dívida está a comprada têm tendência a descer.

Nesse sentido, os juros têm deslizado tanto em Itália como em Espanha. Como tem acontecido, a força das quedas em Espanha é mais intensa do que em Itália e as três taxas espanholas com prazo mais curto já estão abaixo dos 4%. No caso italiano, apenas os juros das obrigações a dois anos são inferiores a esse valor. Contudo, os investidores já não pedem mais de 6% em nenhuma maturidade.

Na Irlanda, os juros a dois e três anos marcaram hoje as quedas mais acentuadas dos últimos dias, acima de 200 pontos base, nos prazos a dois e três anos. Só a taxa a dois anos está acima de 10%. O juro sobe, contudo, no prazo a um ano para 9,6%.

A “yield” da Grécia continua a registar fortes subidas na maturidade a dois anos, subindo 76 pontos base para 34,6%. A tendência é mista nos restantes prazos.

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