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La Seda assegura colocação total do aumento de capital

Período de subscrição preferencial captou 75 milhões de euros, acima dos 50 milhões que eram pretendidos pela empresa espanhola, onde a CGD é o maior accionista.

Miguel Prado miguelprado@negocios.pt 03 de Agosto de 2010 às 16:33
Carlos Moreira da Silva é apontado como o próximo líder da La Seda.
A La Seda de Barcelona, empresa química da qual a Caixa Geral de Depósitos (CGD) é o maior accionista, já conseguiu assegurar a totalidade da colocação do aumento de capital de 300 milhões de euros que está a realizar, de acordo com dados provisórios hoje divulgados pelo grupo.

A La Seda tinha já assegurado compromissos de investimento de 100 milhões de euros por parte de várias empresas (Liquidambar, CGD e BA PET), bem como a conversão em capital de até 150 milhões de euros de dívida financeira. A empresa estava, por isso, à procura de 50 milhões de euros adicionais no mercado.

Em comunicado à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV), a La Seda informou terem sido subscritas na fase preferencial (para accionistas da empresa) 724 milhões de acções, pelo valor de 72,4 milhões de euros, com pedidos adicionais para mais 3,2 milhões de euros, o que ultrapassa os 50 milhões de que a companhia precisava.

A La Seda indicou também ter recebido de terceiros, não accionistas, pedidos de subscrição de acções no valor de 10,3 milhões de euros, mas a efectiva entrega destes papéis fica condicionada à subscrição integral do aumento de capital, incluindo as entradas de 15 milhões de euros da Liquidambar, de 25 milhões de euros da CGD e de 65 milhões de euros da BA PET (empresa que junta sócios da portuguesa BA Vidro).

No aumento de capital da La Seda, a espanhola Liquidambar avança com 15 milhões de euros, a CGD com 25 milhões e os sócios da BA Vidro, de Moreira da Silva, com 65 milhões.
A La Seda de Barcelona tem desde ontem como maior accionista a CGD, com 18,08% do seu capital, uma posição que resulta do facto de o banco estatal português ter executado um lote de acções representativo de 10,86%. Essa posição veio somar-se aos 7,22% que a Caixa já tinha na La Seda.

Além da presença directa no capital da empresa catalã, a CGD é o financiador do investimento que a La Seda tem em curso em Sines, na Artenius, uma fábrica de matérias-primas usadas no fabrico de embalagens de plástico cuja construção custa mais de 400 milhões de euros.

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