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Lucros da Mota-Engil crescem 36% em 2005 (act.)

Os resultados líquidos da Mota-Engil aumentaram 36% em 2005 atingindo os 30,4 milhões de euros, divulgou a construtora em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). A expansão da actividade internacional da empresa ajudou a compensar

Paulo Moutinho 15 de Março de 2006 às 10:29
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Os resultados líquidos da Mota-Engil aumentaram 36% em 2005 atingindo os 30,4 milhões de euros, divulgou a construtora em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). A expansão da actividade internacional da empresa ajudou a compensar o abrandamento verificado no mercado português.

Os lucros da construtora subiram para os 30,4 milhões de euros, o que compara com os 22,3 milhões verificados no ano 2004. As vendas da Mota-Engil subiram 18% para os 1,38 mil milhões de euros, um crescimento potenciado por «todas as áreas de negócio, e com forte contributo dos mercados externos, nomeadamente a Europa Central e Africa e América».

A Mota-Engil vai propor em Assembleia Geral de Accionistas a distribuição de um dividendo de 10 cêntimos de euros por acção.

O grupo registou um resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) de 153 milhões de euros, contra 132,5 milhões de euros em 2004. A margem de EBITDA fixou-se nos 11%.

O resultado operacional em 2005 cresceu 29% para os 93 milhões de euros devido à «maior rentabilização dos equipamentos empregues na produção, em consequência da constante exploração das sinergias possibilitadas pelo processo de reestruturação levado a cabo ao longo dos últimos 3 anos», refere a empresa em comunicado.

No final de 2005, a carteira de encomendas do Grupo atingia 1,6 mil milhões de euros, face aos 1,8 mil milhões em 2004, a beneficiar do «volume de adjudicações obtidas nos mercados externos», com especial importância para a actividade nos três países da Europa Central onde o Grupo desenvolve actividade há mais anos: Polónia, Hungria e República Checa, e para os Estados Unidos da América».

A dívida da Mota-Engil subiu para os 518 milhões de euros, reflectindo o «grande investimento efectuado em 2005 (130 milhões de euros), dos quais 68 milhões de euros em investimentos financeiros estratégicos (dotações de capital para as empresas concessionárias do GRUPO AENOR, e na Repower)», refere a empresa.

Em 2005, a Mota-Engil adoptou um novo modelo de governação da sociedade e reorganizou as suas áreas de negócio, com a integração da área imobiliária na Engenharia e Construção e a autonomização da Indústria e Energia. A entrada da construtora no principal índice da bolsa portuguesa, o PSI-20, foi outro dos acontecimentos relevantes enunciados pela empresa.

Os títulos da Mota-Engil [egl] seguiam a valorizar 0,25% para os 3,99 euros. Desde o início do ano, a construtora ganha mais de 22%.

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