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Lucros da Soares da Costa caem 31,8% para 8,2 milhões de euros em 2008 (act)

A Soares da Costa terminou o ano de 2008 com um resultado líquido de 8,2 milhões de euros, o que representa uma queda de 31,8% face aos lucros obtidos em igual período do ano passado. Para este ano, a empresa fixa como meta manter as margens operacionais estabilizadas, devido à maior concorrência e a um quadra macroeconómico deprimido.

Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 27 de Março de 2009 às 08:11
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A Soares da Costa terminou o ano de 2008 com um resultado líquido de 8,2 milhões de euros, o que representa uma queda de 31,8% face aos lucros obtidos em igual período do ano passado. Para este ano, a empresa fixa como meta manter as margens operacionais estabilizadas, devido à maior concorrência e a um quadra macroeconómico deprimido.

Estes resultados ficam ligeiramente aquém das estimativas do Caixa BI, que previu que a Soares da Costa terminasse o exercício de 2008 com um lucro de 8,5 milhões de euros, menos 29,6% que em 2007.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a construtora informou que o volume de negócios subiu 51,6% para os 834,8 milhões de euros, enquanto o EBITDA cresceu para os 86,4 milhões de euros, face aos 36,2 milhões registados no período homólogo, com os dois indicadores a superarem as estimativas fixadas pela empresa.

“É com satisfação que se constata que os volumes de negócios (780 milhões) e EBITDA (80 milhões) previsionais foram largamente ultrapassados e apenas os resultados operacionais ficaram um pouco aquém do valor previsto (EBIT de 53 milhões)”, acrescenta a Soares da Costa no comunicado.

Nas expectativas para este ano, a Soares da Costa destaca que, tendo em conta o clima económico desfavorável, espera alcançar um volume de negócios de 880 milhões de euros e um EBITDA de 90 milhões de euros.

Os resultados operacionais da empresa subiram 117,8% para os 51,2 milhões de euros no ano passado.

A contribuir para a subida do volume de negócios no período esteve o contributo das aquisições e “consequente ampliação do perímetro de consolidação (Contacto, Scutvias, Prince), mas é também reflexo do crescimento orgânico do negócio da construção quer no mercado nacional, quer no mercado externo”.

A carteira de obras da construtora aumentou 43% no ano passado, para os 1.878 milhões de euros.

Os resultados financeiros registaram um forte aumento, passando de um resultado negativo de 10,9 milhões para 41,8 milhões de euros negativos, devido ao aumento da dívida registado pela empresa no mesmo período, associada aos investimentos e à consolidação da Scutvias.

Também o custo líquido de financiamento foi penalizado pelo agravamento das taxas de juro.

A companhia, que tem exposição a vários mercados internacionais, realçou ainda em comunicado que aprofundou a actividade no continente americano, “alargando a prospecção ao mercado mexicano, estabelecendo-se acordo de cooperação preferencial com uma empresa local para grandes obras de infraestruturas.

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