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Maioria das recomendações para a Bolsa de Lisboa são de "comprar"

A bolsa portuguesa está a ter em 2006 um dos melhores desempenhos dos últimos anos. O índice de referência PSI-20 encontra-se a negociar nos valores mais altos dos últimos cinco anos e meio, e já são várias as empresas nacionais que recentemente atingiram

Patrícia Silva Dias patriciadias@negocios.pt 14 de Novembro de 2006 às 06:20

A bolsa portuguesa está a ter em 2006 um dos melhores desempenhos dos últimos anos. O índice de referência PSI-20 encontra-se a negociar nos valores mais altos dos últimos cinco anos e meio, e já são várias as empresas nacionais que recentemente atingiram máximos históricos ou recordes anuais.

Mas apesar da valorização de 23% da Euronext Lisbon desde o início do ano, os analistas financeiros que acompanham as acções nacionais mantêm-se optimistas. Cerca de 42% das casas de investimento que seguem as empresas cotadas no Eurolist têm recomendações de "comprar", de acordo com dados da agência Bloomberg e dos bancos de investimento. Entre as restantes recomendações, 37% são de "manter" e 21% de "vender".

Existem 189 recomendações sobre empresas cotadas na praça lisboeta. Do total das 32 cotadas nacionais que são acompanhadas pelos bancos de investimento, dez empresas têm a maioria de recomendações em "comprar" e cinco em "vender".

Por outro lado, existem cinco empresas que só apresentam recomendações de compra, são elas a Novabase (a única no PSI-20), Portucel, Ibersol, Reditus e Orey Antunes. Trata-se de empresas com uma cobertura muito reduzida por parte das casas de investimento, sendo que no caso das duas últimas as recomendações são únicas.

Entre as 20 empresas mais relevantes da Bolsa de Lisboa destaque ainda para a Mota-Engil. A empresa liderada por António Mota acolhe o segundo maior número de recomendações de compra do índice PSI-20, com cerca de 80% das cinco casas de investimento a recomendarem a compra das acções. Segue-se a Sonae Indústria, com 67% de recomendações de "comprar".

Nos pesos-pesados do mercado nacional, EDP e Portugal Telecom (PT) são as empresas mais acompanhadas pelos departamentos de "research" dos bancos nacionais e estrangeiros.

Objecto de 24 recomendações, cerca de 42% das casas aconselha "manter" títulos da operadora, enquanto que 38% recomenda "comprar" e 21% "vender". Já a EDP é seguida por 23 bancos de investimento, dos quais 48% têm recomendações de "manter" e 30% de comprar.

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