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Maioria dos portugueses sem consciência para a reforma

Os portugueses continuam a manter uma atitude passiva em relação à poupança, sendo que apenas 33% das pessoas tem ou já teve uma poupança voluntária para a reforma

Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 14 de Novembro de 2012 às 12:28
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Os portugueses continuam a revelar pouca consciência para a reforma, sendo que mais de 62% das pessoas não poupam para a reforma ou encaram esta poupança como um sacrifício para o seu bem-estar actual, conclui o estudo Inovar a Reforma, que será apresentado esta quarta-feira.

De acordo com o estudo, que dará origem a um livro e será apresentado esta tarde numa conferência da Fidelidade Seguros, apenas 33% das pessoas fazem ou já fizeram poupança voluntária para a reforma, embora mais de 90% reconheça que o seu rendimento disponível vai ser menor depois de se aposentar e declararem que poderiam colocar de lado algum dinheiro mensalmente num PPR, sem que isso prejudicasse o seu nível de vida.

Apesar da consciência de perda de rendimento na reforma, a maioria dos portugueses mantém uma atitude passiva em relação a esta fase pós-laboral, deixando a decisão de fazer um pé-de-meia para mais tarde.

O Índice de Consciência para a Reforma (ICR), desenvolvido pelo ISCTE e pela seguradora Fidelidade, revela um indicador médio baixo, de apenas 11,6, numa escala de 0 a 100, em 2011, sendo que mais de 60% dos portugueses está abaixo deste nível médio.

“A maioria da população portuguesa tem uma atitude passiva e pouco consciente face à reforma”, conclui o estudo, acrescentando ainda que as pessoas não têm comportamentos efectivos de poupança e os que têm, consideram que o esforço para economizar tem um impacto no seu bem-estar presente.

Embora poupar para a reforma não seja a prioridade da maioria das pessoas, com a crise a colocar muitos portugueses numa situação financeira difícil, garantir o mesmo nível de vida aquando da reforma é prioritário.

Com a esperança média de vida a aumentar, quem se reformou em 2011 viu a sua pensão reduzida em 3,92%, sendo que esta percentagem tenderá a aumentar nos próximos anos. Para 2020, a quebra estimada é de 10,6%, enquanto quem se aposentar em 2050 deverá receber menos 35,8%.

Deste modo, apenas quem conseguir poupar para compensar estes efeitos é que conseguirá manter o seu nível de vida actual depois de se reformar. De acordo com os cálculos do estudo, quem se reformar em 2050 e que, pelas contas antigas, iria receber uma pensão de 1.000 euros, terá que ter um complemento de poupança de 48.000 euros para compensar a redução nessa data.

De acordo com os cálculos do estudo, para atingir essa poupança, alguém que comece a poupar aos 25 anos terá que por de lado mensalmente 98 euros, enquanto alguém que apenas inicie a poupança aos 35 anos será obrigado a poupar 130 euros por mês e aos 45 anos 195 euros. Quanto mais cedo começar a poupar, menor será o esforço para alcançar o objectivo pretendido.

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