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Matérias-primas são activo mais interessante

Fadel Gheit, analista da Oppenheimer, diz em entrevista ao Negócios que as matérias-primas são a classe de activos mais arriscada deste ano, mas também a mais interessante.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 01 de Abril de 2010 às 15:54
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Fadel Gheit (na foto), analista da Oppenheimer, diz em entrevista ao Negócios que as matérias-primas são a classe de activos mais arriscada deste ano, mas também a mais interessante.

O que espera para o comportamento dos mercados mundiais no médio prazo?
O ano de 2010 deverá ser positivo para os mercados mundiais, mas menos do que em 2009. Lembremo-nos que o bom desempenho de 2009 se seguiu à grande queda de 2008. No entanto, se os problemas relacionados com a crise da dívida na Europa não forem resolvidos, os mercados continuarão a revelar-se voláteis.

Que regiões estão mais atractivas?
A Ásia, sobretudo a China e a Índia, continuará a crescer mais depressa do que o resto do mundo, ao passo que a Europa, o Japão e os Estados Unidos revelarão pouco crescimento.

E que classe de activos considera mais interessante? Dívida, acções, matérias-primas?
As matérias-primas, se bem que os preços devam manter-se voláteis. E as cotações do gás natural, por exemplo, especialmente na América do Norte, vão manter-se sob pressão devido a um excesso de fornecimento e à fraca procura por parte da indústria.

Então que matéria-prima tem mais potencial?
O petróleo, por exemplo. As cotações do crude estão a ser inflacionadas pela especulação e pelas medidas políticas a nível global, mas tudo aponta para que se mantenham em níveis elevados.

Poderão até subir mais se as autoridades reguladoras governamentais não conseguirem reduzir o nível de especulação por parte das instituições financeiras.

E qual é a classe de activos mais arriscada?
Considero que os activos mais arriscados são as matérias-primas, pela referida volatilidade.

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