Bolsa Máximo da Galp não consegue compensar queda do retalho. PSI-20 cai

Máximo da Galp não consegue compensar queda do retalho. PSI-20 cai

A petrolífera portuguesa atingiu um máximo de dezembro do ano anterior. No entanto, este feito foi insuficiente para dar força à bolsa nacional, num dia em que o setor do retalho perdeu mais de 1%.
Máximo da Galp não consegue compensar queda do retalho. PSI-20 cai
Tiago Sousa Dias
Gonçalo Almeida 14 de novembro de 2019 às 16:48
O índice PSI-20 terminou em queda, pela segunda sessão seguida, ao perder 0,36% para os 5.274,43 pontos, acompanhando a tendência das congéneres europeias. Onze das cotadas na bolsa nacional caíram, quatro terminaram em alta, e as restantes três fecharam a negociar de forma estável. 

A pressionar o sentimento dos mercados a nível global estiveram os fracos dados económicos divulgados pela China que mostraram números da produção industrial, vendas a retalho e investimento abaixo do esperado em outubro. No Japão, o PIB desapontou ao crescer 0,2% no terceiro trimestre, quando as projeções apontavam para um crescimento de 0,9%.

No entanto, da maior economia da Zona Euro, a Alemanha, vieram boas notícias. Os dados preliminares sobre a evolução do produto interno bruto (PIB) germânico mostraram um crescimento de 0,1% nos três meses até setembro, permitindo ao país escapar ao cenário de recessão técnica ao apresentar um crescimento, ainda que ligeiro, no terceiro trimestre do ano.

Ainda na Alemanha, uma queda de 4,17% da Daimler pressionou todo o setor automóvel, que derrapou 1,25% e foi o pior "performer" entre todos os setores europeus. A fabricante da Mercedes está a registar fortes perdas na bolsa de Frankfurt, depois de o CEO ter emitido um novo "profit warning" e anunciado um plano de corte de custos de 1,3 mil milhões de euros.

Por cá, a pressionar esteve o setor do retalho, com a Jerónimo Martins, dona do Pingo Doce, a cair 1,16% para os 14,975 euros por ação e a Sonae, dona do Continente, a perder 1,23% para os 92 cêntimos por ação. 

Em queda esteve também a família EDP, com a casa-mãe a perder 0,51% para os 3,69 euros e a EDP Renováveis a descer 1,17% para os 10,12 euros. 

O Banco Comercial Português terminou o dia de forma estável, na "linha de água" nos 21 cêntimos por ação. 

Apesar do cenário geral de quedas, a petrolífera Galp conseguiu distanciar-se e registou hoje um máximo desde 4 de dezembro de 2018 nos 15,15 euros por ação, durante a sessão. Terminou o dia a subir 0,4% para os 15,12 euros. 

A subir esteve também a Pharol, com uma valorização de 5,20% para os 11 cêntimos por ação, num dia em que a espanhola Telefónica revelou que já deu início às negociações com a empresa brasileira Oi para a compra da rede móvel. O CEO do grupo Telefónica, Ángel Vilá, anunciou que a operadora Oi já iniciou o processo para vender o negócio no Brasil e que estará a entrar em contacto com os candidatos a este investimento, um grupo no qual a Telefónica se inclui.


(Notícia atualizada às 16:59) 



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