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"Medo de falhar" leva analistas a serem demasiado cautelosos quanto aos ganhos das bolsas europeias

Os analistas estão a ser demasiados cautelosos quanto aos ganhos das bolsas europeias para 2007 por "medo de falhar". Esta é a opinião dos principais estrategas do banco de investimentos norte-americano Citigroup.

Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 23 de Fevereiro de 2007 às 16:06
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Os analistas estão a ser demasiados cautelosos quanto aos ganhos das bolsas europeias para 2007 por "medo de falhar". Esta é a opinião dos principais estrategas do banco de investimentos norte-americano Citigroup.

De acordo com o Citigroup, os analistas podem estar a fazer previsões erradas relativamente ao desempenho das bolsas europeias por "medo de falharem". Segundo o banco de investimento, as expectativas têm sido demasiado cautelosos, em parte, devido aos receios de um novo "crash", como o que ocorreu em 2000.

No entanto, um estudo do Citigroup revela que o número de recomendações de venda para as acções europeias já ultrapassou a média dos últimos seis anos e alcançou o nível do período compreendido entre 1995 e 2000. Além deste factor, há ainda a ter em conta que este pessimismo ocorre numa altura de crescimento da economia mundial e em que as empresas têm apresentado bons resultados.

Como explicar, então, a cautela dos investidores? "Os analistas ainda recordam o sofrimento causado pelo maior ‘crash’ [2000] das últimas décadas", diz uma nota do Citigroup enviada hoje os investidores onde recorda, no entanto, que "raramente as coisas têm sido tão boas como agora".

Após cinco anos consecutivos de subidas, o índice Dow Jones Stoxx 600 caiu cerca de 60% entre Março de 2000 e Março de 2003. Entre 1995 e 1999, este índice subiu, em média por ano, cerca de 25%.

Desde 1995, o maior número de recomendações de compra ocorreu em meados de 2000. Entre 2003 e 2006 a situação inverteu-se. O valor do Dow Jones Stoxx 600 duplicou, tendo-se registado o número mais elevado de recomendações de compra. Mesmo assim, de acordo com o Citigroup, o nível de pessimismo manteve-se no nível dos três ano anteriores. Em parte, porque as empresas sobrestimavam os seus desempenhos mas também porque os analistas acreditavam que o ciclo de ganhos tinha atingido o seu pico.

Amor e ódio

Neste estudo, o Citigroup definiu as acções mais amadas e as mais odiadas com base no número de recomendações de compra e de venda.

Entre as empresas europeias mais amadas encontram-se o National Bank of Greece, maior banco da Grécia, a STMicroelectronics e a Siemens. A espanhla Sacyr Vallehermoso está entre as mais odiadas, seguida da Alliance & Leicester e da Repsol.

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