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Menos de 10% das famílias portuguesas detém produtos financeiros

Menos de 10% das famílias portuguesas possui, em complemento dos tradicionais depósitos a prazo e certificados de aforro, outros produtos financeiros como acções, obrigações ou fundos de investimento, , revela o estudo da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) sobre o Perfil do Investidor Particular Português publicado hoje.

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 27 de Outubro de 2009 às 13:20
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Menos de 10% das famílias portuguesas possui, em complemento dos tradicionais depósitos a prazo e certificados de aforro, outros produtos financeiros como acções, obrigações ou fundos de investimento, revela o estudo da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) sobre o Perfil do Investidor Particular Português publicado hoje.

“Dos inquiridos, 9,22% afirmaram possuir um ou mais activos financeiros e, destes, 70,22% detêm planos ou fundos de poupança reforma e 45,38% investem em acções e/ou obrigações”, adianta o estudo do regulador do mercado de capitais nacional.

Relativamente à taxa de participação no mercado accionista, um estudo da Federation of European Securities Exchange (FESE) de Dezembro de 2008, citado pela CMVM adianta que, em Portugal, 9,9% do valor de mercado das empresas era detido por particulares/famílias. Este valor fica abaixo do registado em países como Espanha (20,1%), Itália (26,6%) e Grécia (19,4%). A CMVM frisa como ponto em comum entre estes países “o sector bancário como principal fonte de financiamento”

A CMVM sublinha também a descida da percentagem de investidores particulares/famílias no mercado de valores mobiliários nacional no período entre 1998 e 2006 de 14,5% para 9,2%. A somar a esta evolução há a componente de investidores estrangeiros no mercado accionista, pois no final de 2007, 44,8 % do seu valor era detido por investidores estrangeiros, acima dos 37% da média europeia.

As conclusões deste estudo apontam para que o perfil do investidor particular português “é homem, tem entre 45 e 64 anos, aufere até 2.000 euros mensais, tem pelo menos o 12º ano de escolaridade e reside nas áreas da Grande Lisboa e do Grande Porto”.

Outra das conclusões do estudo revela o crescimento de investidores com menores qualificações literárias (até ao 4º ano de escolaridade). Ainda assim, a maior percentagem é de investidores que tem pelo menos o 12º ano concluído.

“É nestes indicadores que se verifica maior diferença face às conclusões do estudo semelhante realizado pela CMVM em 2000, em que a escolaridade predominante era o 12º ano e os cursos médios e superiores (com cerca de 60%)”.

Este estudo surgiu na sequência de um inquérito realizado entre 23 de Janeiro e 23 de Abril de 2006, através de entrevistas directas a 15.149 famílias, residentes em localidades do Continente e das Regiões Autónomas com mais de cem habitantes.
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