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Mercado antecipa subida dos juros nos EUA para os 2,25%

  A Reserva Federal norte-americana (FED) deverá anunciar hoje uma subida de 0,25% nas taxas de juro, colocando o preço do dinheiro nos EUA acima do valor registado na Europa (2%) pela primeira vez desde Abril de 2001.

Ruben Bicho rbicho@mediafin.pt 14 de Dezembro de 2004 às 06:50
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A Reserva Federal norte-americana (FED) deverá anunciar hoje uma subida de 0,25% nas taxas de juro, colocando o preço do dinheiro nos EUA acima do valor registado na Europa (2%) pela primeira vez desde Abril de 2001.

A medida é antecipada pela generalidade dos analistas, embora haja vozes discordantes que referem que os fracos dados da criação de emprego nos Estados Unidos em Novembro possam levar a Fed a adiar aquele que será o quinto movimento de subida dos juros no espaço de seis meses.

Com esta subida no preço do dinheiro, a Fed pretende reagir ao crescimento previsto para a economia dos EUA no próximo trimestre e controlar a inflação, que tem avançado devido à queda do dólar e ao aumento dos preços das matérias-primas.

«Com um crescimento previsto de 4% no quarto trimestre e sinais de que a inflação ‘core’ está a subir, a Fed tem muitos incentivos para aumentar as taxas», escreveram os analistas da Lehman Brothers numa nota de «research».

Declaração centra atenções

Com o mercado em peso a antecipar que os juros subam para os 2,25%, as dúvidas centram-se agora no discurso que a Fed irá adoptar em relação às perspectivas económicas e a novas mexidas nas taxas. A incerteza que rodeou os preços do petróleo e os dados macroeconómicos dos EUA nas últimas semanas deverá levar a FED a reiterar a política de aumentos de juros «de forma ponderada», tal como tem sido anunciado nos últimos meses.

A preocupação do presidente da Reserva Federal, Alan Greenspan, em não deixar «fugir» o investimento proveniente do estrangeiro poderá, contudo, originar um discurso mais agressivo da Fed no que toca à política de juros nos próximos meses.

O Banco Central Europeu anunciou no início do mês a manutenção das taxas de juro nos 2%.

Mercado à espera dos défices gémeos

Os dados mais importantes vindos dos EUA esta semana poderão, no entanto, estar guardados não nas declarações da Fed mas sim nos dados dos défices gémeos (Orçamental e Comercial) dos EUA, que este ano têm apresentado valores recorde e que têm pressionado o dólar face ao iene e ao euro.

A moeda europeia seguia, aliás, a ganhar contra a divisa norte-americana na sessão de ontem, justamente com a especulação de que sejam anunciados novos recordes nos défices.

Os dados da balança comercial serão apresentados hoje, com os analistas a prever um défice de 53 mil milhões de dólares, o que poderá deixar os investidores divididos entre as novidades saídas da reunião da Fed e os números do défice.

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