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Mercados accionistas atenuam perdas após pânico com atentados

As bolsas mundiais seguiam com desvalorizações acentuadas, mas inferiores às verificadas quando foram divulgadas as primeiras notícias sobre as explosões que ocorreram em Londres esta manhã, altura em que os índices europeus chegaram a desvalorizar mais d

Negócios negocios@negocios.pt 07 de Julho de 2005 às 16:26
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As bolsas mundiais seguiam com desvalorizações acentuadas, mas inferiores às verificadas quando foram divulgadas as primeiras notícias sobre as explosões que ocorreram em Londres esta manhã, altura em que os índices europeus chegaram a desvalorizar mais de 3%.

Os índices de Londres, Paris e Frankfurt chegaram a desvalorizar mais de 3% esta manhã, o que representava a maior queda diária em quase um ano. Como é habitual nesta situação de pânico nos mercados, verifica-se sempre uma reacção «exagerada» com os investidores a saírem das acções.

Ainda assim os principais índices de acções europeias marcavam perdas em redor de 2%, devido aos potenciais efeitos negativos que estes atentados terão na evolução da economia mundial, sobretudo a britânica. Em Nova Iorque e na bolsa nacional a descida dos índices era já inferior a 1%.

Já ameaçada pela escalada do preço do petróleo, a economia britânica, a quarta maior do mundo, enfrenta agora mais ameaças, pois os acontecimentos de hoje penalizam a confiança dos consumidores e, por arrasto, a actividade das empresas.

«Estávamos precisamente no meio de uma etapa critica na recuperação da economia mundial», disse um economista à Bloomberg.

As companhias aéreas, as seguradoras, petrolíferas e as empresas de viagens foram as mais afectadas nas bolsas.

A Bolsa de Londres, que permaneceu a funcionar apesar das explosões, seguia com o FTSE a descer 1,68%, com 99 dos títulos que compõem o índice em queda. A British Airways a desvalorizava 4,41%. Contudo, eram as petrolíferas que mais pressionavam o índice, devido à queda dos preços do petróleo. A BP desvalorizava 2,46% e a Shell Transport caia 2,51%.

O CAC de Paris descia 1,51%, com apenas dois títulos a subir. A Pinault caia 2,75%, a seguradora AXA desvalorizava 2,36% e as construtoras automóveis Renault e Peugeot também desciam mais de 2%.

Com todos os títulos do índice em queda, o DAX de Frankfurt baixava 1,90%. A seguradora Allianz desvalorizava 3,05% para os 94,82 euros e a companhia aérea Lufthansa caia 2,85%.

O AEX de Amesterdão perdia 1,77%, com a petrolífera Royal Ahold a desvalorizar 3,90% para os 54,20 euros. A Ahold, o ING e a Philips foram outros dos títulos a descer mais de 2%.

Em Madrid o IBEX baixava 2,02% para os 9.634 pontos. A companhia aérea Ibéria baixava 3,36%, o Santander caia 2,36% e a Iberdrola desvalorizava também mais de 2%.

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