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Merrill Lynch vê petróleo nos 150 dólares este ano

Francisco Blanch, responsável pelo departamento de "commodities" da Merrill Lynch, disse em entrevista à Bloomberg TV que os preços do petróleo poderão atingir os 150 dólares este ano.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 23 de Abril de 2008 às 20:25
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Francisco Blanch, responsável pelo departamento de "commodities" da Merrill Lynch, disse em entrevista à Bloomberg TV que os preços do petróleo poderão atingir os 150 dólares este ano.

Aquele responsável salientou que, de acordo com os dados da Agência Internacional de Energia (AIE), a China, Índia, Rússia e Médio Oriente vão consumir este ano, pela primeira vez, mais crude do que os Estados Unidos. O forte aumento da procura, numa altura em que a OPEP se recusa a abrir as torneiras e colocar mais petróleo no mercado, tem sido um dos factores de impulso das cotações nos mercados internacionais.

Por outro lado, a Goldman Sachs referiu hoje que a janela para uma quebra dos preços do petróleo nesta Primaver está a "fechar-se depressa", numa altura em que as cotações atingem recordes e em que o pico da procura de gasolina está a aproximar-se.

Segundo os analistas da Goldman, citados pela Bloomberg, as importações norte-americanas de crude poderão aumentar devido aos menores "stocks" e à solidez dos preços locais do petróleo face ao resto do mundo.

O banco já tinha referido a 10 de Abril que o petróleo poderá não corrigir tanto como se esperava anteriormente. Os analistas da Goldman mantêm as suas previsões para os contratos do crude a três, seis e doze meses, nos 102, 107,5 e 115 dólares por barril, respectivamente.

Petróleo inverte e volta a subir

As cotações do petróleo estão de novo a recuperar, apesar do aumento das reservas norte-americanas de crude na semana passada. Uma vez que os inventários de gasolina registaram uma queda maior do que o previsto, essa poderá ser a razão da retoma dos preços, pois a aproximação do Verão faz aumentar a procura de combustível.

O West Texas Intermediate [cl1] para entrega em Junho segue a subir 0,23% no mercado nova-iorquino, fixando-se em 118,34 dólares por barril. O WTI chegou hoje a cair para 116,45 dólares depois de conhecido o volume das reservas nos EUA, mas também já esteve hoje nos 118,69 dólares.

O contrato de Junho do Brent do Mar do Norte, crude de referência para a Europa que é transaccionado no mercado londrino, ganha 0,41%, para 116,42 dólares.

De acordo com os dados do Departamento norte-americano da Energia (DoE), os "stocks" de crude aumentaram em 2,421 milhões de barris, mais do que o esperado pelos analistas, que apontavam para um acréscimo de 1,5 milhões de barris.

Em contrapartida, os inventários da gasolina registaram uma queda de 3,179 milhões de barris na semana passada, quando as previsões estimavam um decréscimo de dois milhões de barris. Este valor poderá impulsionar os preços do petróleo, já que se está a aproximar a época de uma maior procura de gasolina nos EUA.

Quanto às reservas de produtos destilados – que incluem gasóleo e combustível para aquecimento – diminuíram em 1,377 milhões de barris, contra uma quebra estimada de apenas 50 mil de barris.

Recorde-se que o WTI chegou ontem a um novo máximo histórico, nos 119,90 dólares, bem como o Brent, que atingu 116,75 dólares, isto numa sessão em que o euro também chegou a um novo recorde face à nota verde, nos 1,6018 dólares.

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