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Millennium ib: Accionistas da Zon ficam com 60% das sinergias da fusão

Os analistas do banco de investimento lembram que, por várias vezes, defenderam a fusão entre Sonaecom e Zon Multimédia, porque criaria valor. O Millennium ib calcula que o rácio de troca dá 60% das sinergias da fusão aos accionistas da Zon e 40% aos accionistas da Sonaecom.

11 - Paulo Azevedo, Sonae SGPS. 0,72%
Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 17 de Dezembro de 2012 às 11:18

O Milllennium investment banking (IB) publicou, no Sábado, uma nota de investimento em reacção ao anúncio de Isabel dos Santos e da Sonaecom de que iriam propor às administrações das empresas a fusão entre a Zon Multimédia e a Optimus.

 

Isabel dos Santos e a Sonaecom acordaram que considerariam como aceitável uma relação de troca baseada numa valorização da Zon correspondente a 150% da Optimus, sem prejuízo de considerarem uma relação de troca diferente que as administrações da Optimus e da Zon venham a considerar mais adequada.

 

O Millennium ib considera que este rácio de troca dá 60% das sinergias da fusão aos accionistas da Zon e 40% aos accionistas da Sonaecom.

 

Em Outubro, o banco de investimento antecipava um rácio de troca que relacionava o preço médio de mercado nos seis meses anteriores e a sua avaliação para ambas as empresas, ou seja, uma acção da Zon por cada 1,55 acções da Sonaecom: um rácio de troca de 131%. Esta estimativa daria 56,7% das sinergias aos accionistas da Zon e 43,3% para os accionistas da Sonaecom.

 

O acordo anunciado exclui da fusão o Público e a SSI, ao contrário da análise do banco que considerava uma fusão entre a Sonaecom e a Zon Multimédia. As estimativas do Millennium ib para a SSI e o Público acrescentariam 41 milhões de euros ao valor da Optimus.

 

Alexandra Delgado, analista do Millennium ib, lembra que o banco, por muito tempo defendeu a fusão, por acreditar que criaria um “valor significativo” (sinergias estimadas de 317 milhões de euros), pelo que “este primeiro passo em direcção a uma potencial fusão é positivo”.

 

“Contudo, a estrutura anunciada é mais complexa do que uma fusão entre a Sonaecom e a Zon Multimédia e penaliza os accionistas da Sonaecom”, considera a mesma especialista que acrescenta que a Sonaecom “se tornará uma ‘holding’ com um interesse económico de 32% na Zon Optimus mais SSI e Público e, como tal, negociando a desconto face à nova empresa”.

 

O banco de investimento frisa que as sinergias de uma fusão entre a Sonaecom e a Zon Multimédia se situam nos 317 milhões de euros, um valor que representa 23% da soma das capitalizações bolsistas de ambas as empresas e, como tal, cria um “valor substancial para os accionistas”.

 

O banco de investimento atribuiu uma recomendação de “comprar” a ambas as empresas, avaliando a Zon Multimédia em 3,20 euros por acção e a Sonaecom em 2,40 euros por acção.

 

A empresa liderada por Rodrigo Costa soma 6,54% para os 2,998 euros, enquanto a companhia liderada por Ângelo Paupério aprecia 3,58% para os 1,591 euros. 

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