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Moeda chinesa fixada em mínimos de seis anos

A moeda chinesa já esteve a negociar, no mercado interno, com a maior queda desde a decisão de saída do Reino Unido da União Europeia. Os analistas consideram que a queda maior que o previsto nas reservas internacionais ajuda a explicar a fraqueza da moeda.

Bloomberg
Paulo Zacarias Gomes paulozgomes@negocios.pt 10 de Outubro de 2016 às 11:18
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A divisa chinesa, o yuan, foi esta segunda-feira fixada pelo Banco Popular da China no valor mais baixo desde Setembro de 2010 em relação ao dólar. A autoridade monetária depreciou a moeda em 0,3%, passando cada yuan a valer 6,7008 dólares em relação aos 6,6778 dólares vigentes a 30 de Setembro.

A depreciação acontece depois de vários dias de feriado nacional e de a moeda ter sido incluída, a partir de 1 de Outubro, no cabaz de moedas internacionais de reserva por parte do Fundo Monetário Internacional.

No mercado doméstico o yuan segue a cair 0,11%, correspondendo cada unidade de moeda chinesa a 6,7038 dólares, depois de ter estado a perder 0,5% na sessão, uma queda que a concretizar-se no final do dia de negociação representaria a maior depreciação desde o referendo da saída do Reino Unido da União Europeia.

Neste mercado, a divisa pode negociar num intervalo 2% abaixo ou acima em relação ao valor fixado pela autoridade monetária. A fixação da moeda num valor mais baixo é entendida pelo mercado como uma forma de suportar a economia chinesa, face a um fortalecimento do dólar.

De acordo Alex Wijaya, da CMC Markets.com, citado pelo Financial Times, o comportamento da moeda do País do Meio estará relacionado com a redução maior do que o esperado das reservas de moeda na semana passada, de 18,79 mil milhões de dólares (16,81 mil milhões de euros), enquanto o relatório do emprego desapontante conhecido na sexta-feira pode contribuir, a médio prazo, para depreciar o dólar. 

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