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Moeda europeia recua pela terceira sessão face ao dólar

O euro seguia a perder terreno face à moeda americana pela terceira sessão consecutiva, descendo para mínimos de duas semanas, depois de ter sido confirmada a recessão da economia alemã, o que acentuou a especulação de que o Banco Central Europeu (BCE) será obrigado a cortar juros para estimular a economia da Zona Euro.

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 13 de Novembro de 2008 às 09:11
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O euro seguia a perder terreno face à moeda americana pela terceira sessão consecutiva, descendo para mínimos de duas semanas, depois de ter sido confirmada a recessão da economia alemã, o que acentuou a especulação de que o Banco Central Europeu (BCE) será obrigado a cortar juros para estimular a economia da Zona Euro.

O euro caía 0,18% para os 1,2482 dólares, tendo já negociado nos 1,2389 dólares, o valor mais baixo desde 28 de Outubro. Esta é a terceira sessão consecutiva de queda para a divisa da Zona Euro que, neste período, desvaloriza mais de 2% face ao dólar.

O instituto nacional de estatísticas alemão anunciou hoje uma queda de 0,5% no produto interno bruto (PIB) do país, no terceiro trimestre. Esta quebra segue-se a uma contracção de 0,4% no trimestre anterior. A economia alemã, a maior economia europeia, enfrenta, assim, a pior recessão em pelo menos 12 anos.

Amanhã, o Eurostat vai anunciar o PIB do terceiro trimestre na Zona Euro, com as previsões dos economistas consultados pela agência Bloomberg a apontarem para uma contracção de 0,2%.

Este indicador está a pressionar a moeda europeia ao aumentar a especulação de que a autoridade monetária da região será obrigada a reduzir a sua taxa de juro de referência na reunião de 4 de Dezembro, para estimular a economia, numa altura em que a taxa de inflação está a abrandar.

Uma redução nos juros praticados na Zona Euro diminuiria o diferencial face à taxa de juro dos EUA, tornando os investimentos em euros menos atractivos, já que o retorno seria menor, levando a uma desvalorização da moeda única. Ainda assim, por enquanto o diferencial de juros entre os dois lados do Atlântico continua a beneficiar os investimentos denominados em euros.

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