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Moleskine vai para a bolsa 16 anos após retomar produção

A empresa que vende o sucessor dos cadernos baptizados por Bruce Chatwin vai entrar para a bolsa com a venda de acções a 2,30 euros por título. A produção dos cadernos chegou a ser interrompida em 1986, ao fim de mais 100 a acolher notas e esboços de autores.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 28 de Março de 2013 às 18:49
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Dois accionistas italianos que detêm a fabricante dos cadernos Moleskine vai vender 50% do capital, num total de 106 milhões de acções que serão colocadas no mercado ao preço de 2,30 euros por acção. A operação está a ser levada a cabo pelo Goldman Sachs, UBS e Mediobanca SpA, segundo noticia avançada pela Bloomberg.

 

Segundo o “site” da marca, os cadernos Moleskine são os sucessores dos cadernos originais que se distinguiam pelos cantos arredondados e um elástico que serve para os manter fechados ou marcar uma página. O escritor Bruce Chatwin baptizou os cadernos com este nome ainda antes do seu desaparecimento.

 

A utilização do termo Moleskine como nome comercial só teve lugar a partir de 1997, quando um editor de Milão decidiu relançar os cadernos que foram feitos por uma família francesa de Tours, durante mais de 100 anos, até 1986. 

 

“Os franceses faziam melhores cadernos do que os ingleses”, lembra a esposa de Bruce Chatwin, Elizabeth Chanler, num vídeo publicado na verão inglesa do site da Moleskine. “Ele tinha de ir a Paris para os comprar. Mas isso era bom, ele queria ir a Paris.”

 

Chatwin fez uma referência ao desaparecimento dos cadernos no seu livro “The Songlines”, depois de a sua produção ter sido interrompida e de se tornarem raros. “Le vrai moleskine n’est plus” (O verdadeiro moleskine já não existe), escreveu o britânico.

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