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Moody’s diz que os bancos centrais não têm “ferramentas para consertar o pânico”

Os bancos centrais, como o Banco Central Europeu ou a Reserva Federal dos EUA, poderão não ter as ferramentas necessárias para restabelecer a estabilidade dos mercados de crédito resultante do “Pânico de 2007” e que, em vez disso, deverão exigir maior tra

Paulo Moutinho 19 de Setembro de 2007 às 10:50
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Os bancos centrais, como o Banco Central Europeu ou a Reserva Federal dos EUA, poderão não ter as ferramentas necessárias para enfrentar a instabilidade dos mercados de crédito resultante do "Pânico de 2007" e, em vez disso, deverão exigir maior transparência das instituições financeiras, considera a Moody’s.

A agência de notação financeira Moody`s afirma, num relatório citado pela Bloomberg, que os derivados e o aumento sem precedentes do recurso à dívida por parte dos "hedge funds" vieram ampliar o impacto do aumento das taxas de juro.

"O novo paradigma financeiro trouxe com ele novos problemas que os especialistas da política financeira ainda não conseguiram resolver", afirma a Moody`s num relatório realizado por Christopher Mahoney e Pierre Cailleteau.

"Cada crise de crédito ensina-nos uma nova lição, resultando na maioria das ocasiões em reformas correctivas". O "Pânico de 2007", como apelida a agência de notação financeira a actual crise nos mercados, "irá, igualmente, fazê-lo [ensinar uma nova lição]".

Os bancos centrais mundiais falharam os seus esforços iniciais, no mês passado, para travar a crise nos mercados de crédito que foi iniciada pelo aumento do incumprimento nas hipotecas de alto risco, o "subprime".

Para a Moody`s, os bancos recorreram aos seus instrumentos tradicionais para impulsionar os mercados, através de injecções de capital no sistema financeiro e da redução das taxas de juro.

Ontem, a Reserva Federal norte-americana anunciou um corte na taxa de juro de referência dos EUA. A autoridade monetária presidida por Ben Bernanke reduziu o preço do dinheiro em 50 pontos base, para os 4,75%, quando os economistas esperavam uma redução de apenas 25 pontos.

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