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Morgan Stanley aconselha compra de dívida portuguesa em vez de espanhola

Os analistas do banco de investimento norte-americano olham para a dívida de Portugal como melhor opção face à dívida espanhola, uma vez que o programa orçamental de Portugal é mais focado na redução de dívida.

Reuters
Negócios jng@negocios.pt 06 de Abril de 2020 às 11:02
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Os analistas do Morgan Stanley emitiram uma nota a aconselhar a compra de dívida portuguesa, em vez de dívida espanhola, nesta segunda-feira, dia 6 de abril. 

Para o banco de investimento norte-americano, Portugal apresenta um programa orçamental mais focado na redução de dívida do que Espanha e, por essa razão, os analistas consideram a dívida portuguesa com maturidade a dez anos mais atrativa. Já o JPMorgan mantém a sua recomendação de compra de dívida espanhola com maturidade a dez anos. 

Adiantaram que o recente aumento dos juros da periferia se deveu apenas à volatilidade e falta de liquidez nos mercados e não a qualquer alteração às perspetivas do mercado de dívida portuguesa. 

A juntar a esse agravamento do sentimento nos mercados está também a vontade do Banco Central Europeu (BCE), que irá direcionar as suas compras para a dívida de empresas, em vez de ajudar a sustentar as “yields” da dívida soberana do euro. Aliás, a presidente da instituição europeia, Christine Lagarde, disse mesmo no início do mês anterior que não era função do BCE reduzir “spreads”.

Por esta altura, os juros com maturidade a dez anos em Portugal escorregam 1,9 pontos base para os 0,859%, enquanto os de Espanha caem 2,3 pontos base para os 0,708%. Em março, a yield de Portugal a 10 anos esteve acima de 1,255%, um máximo de abril de 2019. 

No início de abril, Portugal emitiu dívida sindicada a 7 anos e recebeu forte procura por parte dos investidores, tendo já fixado o montante da oferta em 5 mil milhões de euros.

De acordo com a Dow Jones, o livro de ordens fechou com procura acima de 30 mil milhões de euros (mais de seis vezes acima da oferta), o que levou o IGCP a determinar um montante acima do habitual para emitir numa operação sindicada. Na operação realizada em janeiro foram colocados 4 mil milhões de euros.
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