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Mota-Engil e Jerónimo Martins afundam mais de 6% e levam PSI-20 a cair mais de 1%

O principal índice da praça de Lisboa encerrou a cair mais de 1%, pressionado sobretudo pela Mota-Engil e pela Jerónimo Martins. No resto da Europa, o sentimento foi, igualmente, negativo num dia em que se registou uma escalada da tensão entre Kiev e Moscovo depois de Putin ter colocado as tropas russas em alerta na zona ocidental do país junto à Ucrânia.

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Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 26 de Fevereiro de 2014 às 16:57
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O PSI-20 encerrou a perder 1,19% para os 7.524,24 pontos com 13 empresas em queda, cinco em alta e uma inalterada. No resto da Europa, a tónica foi igualmente negativa, com excepção para o índice grego, que avançou 3,21% (no dia em os juros da dívida a 10 anos atingiram os 7,2%, o nível mais baixo desde Março de 2010).

 

A crise na Ucrânia estará também a preocupar os investidores. Carla Santos da XTB defende que a "Rússia espalha o vermelho na Europa". Num nota enviada às redacções, a responsável sublinha que "os rumores de que a Rússia está a invadir a Ucrânia leva o índice russo RTS 50 a cair e a criar oportunidades para shortar o índice, com espaço para continuar a desvalorizar e a testar os mínimos dos 1266 pontos, de 4 de Fevereiro". "As bolsas europeias também reagem em baixa a esta notícia e Portugal não é excepção".

 

No PSI-20, em destaque esta quarta-feira esteve a construtora Mota-Engil e a retalhista Jerónimo Martins. A construtora encerrou a cair 8,37% para 4,74 euros. Os seus títulos foram suspensas entre as 8h00 e as 10h00 desta quarta-feira, devido ao processo de venda de acções por parte da Família Mota e da própria construtora.

  

A descida em bolsa era antecipada pelo mercado, devido ao desconto feito na operação de venda a institucionais, embora o especialista da corretora XTB, Steven Santos, considere que a "notícia é muito positiva para a acção a médio prazo".

 

A Jerónimo Martins, por sua vez, encerrou a cair 6,46% para 12,17 euros.

 

A retalhista da família Soares dos Santos, apresentou ontem resultados relativos ao ano passado e os lucros cresceram 6%. Contudo, e apesar do crescimento de 6% dos lucros, os analistas ficaram negativamente surpreendidos pelos números reportados, nomeadamente no que diz respeito às operações na Polónia. Ainda no sector do retalho, a Sonae caiu 2,42% para 1,289 euros.

 

No sector financeiro, o dia também foi de perdas. O Banif foi o banco que mais caiu, tendo perdido 1,71% para 0,0115 euros. Já o BES deslizou 1,67% para 1,357 euros e o BCP desvalorizou 1,32% para 0,1938 euros. O BPI foi o único que escapou a esta tendência negativa, tendo encerrado a ganhar 0,06% para 1,725 euros.

 

Nas telecomunicações, o dia foi igualmente negativo. A Portugal Telecom perdeu 0,52% para 3,271 euros e a Zon Optimus cedeu 1,14% para 5,284 euros. Já a Sonaecom, que deixou esta segunda-feira o PSI-20 encerrou a perder 1,90% para 2,06 euros.

 

A travar maiores perdas do principal índice da praça de Lisboa esteve a Galp Energia e a EDP. A petrolífera subiu 1,42% para 12,18 euros. Já a EDP somou 0,36% para 3,07 euros, na véspera de apresentar os resultados referentes a 2013. Já a EDP Renováveis cedeu 0,53% para 4,735 euros. A empresa liderada por Manso Neto apresentou esta manhã, antes da abertura do mercado, os seus resultados anuais.

 

O lucro da empresa fixou-se, em 2013, nos 135 milhões de euros, o que representa um crescimento de 7% face aos 126 milhões atingidos no ano anterior, de acordo com o comunicado emitido pela Renováveis através da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). No quarto trimestre, o lucro registado foi de 34 milhões, ligeiramente mais baixo que o alcançado no mesmo período do ano anterior.

 

(Notícia actualizada pela última vez às 17h15) 

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