Bolsa Navigator em ex-dividendo pressiona PSI-20

Navigator em ex-dividendo pressiona PSI-20

A bolsa portuguesa negoceia em queda, em contraciclo com as pares europeias na abertura da sessão desta sexta-feira. As quedas da Galp e EDP levam o índice ao primeiro recuo em quatro sessões.
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Paulo Zacarias Gomes 02 de junho de 2017 às 08:08
As negociações na bolsa portuguesa arrancaram esta sexta-feira, 2 de Junho, no lado das perdas, influenciada pelas quedas dos títulos da Galp e EDP e pressionada pelo recuo superior a 4% da Navigator, no dia em que as acções da papeleira deixam de dar direito ao dividendo.

O PSI-20 abriu a cair 0,29% para 5.298,17 pontos, a aliviar de três sessões consecutivas de ganhos que tinham levado o principal índice português a renovar máximos de Dezembro de 2015.

Com nove títulos do lado dos ganhos, cinco em terreno negativo e cinco inalterados, o maior recuo cabe à Navigator - desce 4,22% para 3,9 euros, no dia em que os títulos entram em ex-dividendo. A empresa industrial paga a remuneração de 0,2371 euros por acção a 6 de Junho. E reservas livres a 5 de Julho.

A Galp recua 0,11% para 13,77 euros a reflectir a desvalorização dos preços do barril de petróleo em Londres e Nova Iorque, em ambos os casos a cair mais de 1,5% depois de dados dos stocks nos EUA que saíram acima do esperado. Ontem ao final da tarde a petrolífera anunciou ter tido luz verde para o investimento no projecto de gás natural liquefeito Coral Sul, em Moçambique.

Em correcção continuam as unidades de participação do Montepio: depois de terem caído 0,66% na sessão de quinta-feira (seguindo-se a um disparo de 77% em dois dias), cedem agora 2,28% para 0,73 euros.

Sonae Capital, BCP e Pharol protagonizam das poucas valorizações, com o banco liderado por Nuno Amado a avançar 0,61% para 0,2326 euros, tal como Semapa e Corticeira Amorim, que já renovaram máximos no arranque do dia. A Semapa já esteve a ganhar 0,9% para 16,85 euros, enquanto a Corticeira ganhou 1,55% para 12,44 euros.

Nos mercados internacionais a sessão sucede a novos máximos históricos nas praças de Nova Iorque (para os índices S&P 500 e Dow Jones) e a recordes para as acções mundiais, tendo os títulos asiáticos negociado em máximos de dois anos e o índice japonês Nikkei superado os 20 mil pontos pela primeira vez desde Agosto de 2015.

A suportar os ganhos recentes, de acordo com os analistas, estão dados divulgados ontem sobre a melhoria do sector industrial e da criação de emprego nos EUA, e no sector manufactureiro na União Europeia. Os investidores aguardam por novos dados sobre emprego no mercado norte-americano esta sexta-feira.

(Notícia actualizada às 8:22 com mais informação)



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