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Negociações comerciais e Hong Kong ensombram Wall Street

As bolsas americanas iniciaram a sessão em queda, à semelhança do que aconteceu na Europa, com dois fatores a pressionarem. De um lado as incertezas sobre o acordo comercial entre os EUA e a China, do outro lado os protestos violentos em Hong Kong.

reuters
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 11 de Novembro de 2019 às 14:38
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Os principais índices bolsistas dos EUA arrancaram a semana em queda, com o Dow Jones a ceder 0,46% para 27.554,29 pontos, o Nasdaq a cair 0,51% para 8.431,99 pontos e o S&P500 a perder 0,43% para 3.079,65 pontos.

 

A contribuir para este cenário está o regresso da apreensão em relação ao acordo comercial entre os EUA e a China, depois de na sexta-feira o presidente americano ter desmentido o seu conselheiro económico Larry Kudlow, afirmando que não existe nenhum entendimento com a China sobre a retirada de forma faseada das tarifas aduaneiras impostas entre as duas maiores economias do mundo, segundo a Reuters. Trump disse mesmo que não pretende eliminar por completo as tarifas que os EUA têm vindo a aplicar sobre produtos "made in China".

 

Já no sábado Trump reiterou que os EUA só vão assinar um acordo se for "o acordo certo" para a América.

 

Este é mais um episódio desta novela que já dura há mais de um ano, com avanços e recuos constantes, o que deixa os investidores cautelosos em relação a esta questão.

 

Além da questão comercial, os investidores estão também a demonstrar apreensão com a situação de violência que se vive em Hong Kong, tendo a situação sido agravada depois de um manifestante ter sido alvejado pela polícia. A tensão continua a aumentar em Hong Kong, o que está a aumentar o nervosismo pela importância deste mercado. Além de ser um ponto de negócios muito relevante, este ano, a bolsa de Hong Kong conseguiu chegar ao pódio, passando a ser o terceiro maior mercado do mundo, superando o valor da praça japonesa.

 

Este ambiente está assim a ser responsável pela queda das bolsas americanas, depois de já ter provocado a descida das praças europeias.

 

Entre as cotadas, as mais expostas às questões comerciais entre os EUA e a China estão a registar quedas, como a Caterpillar e a Intel.

 

Destaque para a Alibaba, que bateu um novo recorde de vendas no Dia dos Solteiros, um dos maiores eventos de comércio do mundo. Na tarde de segunda-feira, a empresa já somava 30,5 mil milhões de dólares em vendas, o equivalente ao registado nas 24 horas do ano anterior, de acordo com a informação obtida pela CNBC. As ações da Alibaba, que está cotada nos EUA, estão a recuar 2,57% para 182,25 dólares, uma vez que apesar de ter registado um novo recorde, o ritmo de crescimento abrandou.

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