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Níquel atinge máximo de 14 anos

O preço do níquel atingiu o valor mais alto em mais de 14 anos depois da quarta maior produtora mundial daquele metal, a canadiana Falconbridge, estar a enfrentar a possibilidade de uma greve, num momento em que aumenta a procura do metal usado para produ

Pedro Viana pviana@mediafin.pt 09 de Dezembro de 2003 às 19:09
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O preço do níquel atingiu o valor mais alto em mais de 14 anos depois da quarta maior produtora mundial daquele metal, a canadiana Falconbridge, estar a enfrentar a possibilidade de uma greve, num momento em que aumenta a procura do metal usado para produzir aço inoxidável.

As conversações entre a administração e os trabalhadores deveriam ter recomeçado ontem em Sudbury, noticiou a Reuters. Os trabalhadores da mina Inco, localizada a nordeste de Ontário, já haviam realizado uma greve de três meses, entre Junho e Outubro deste ano.

"Num mercado estreito, como o do níquel, os participantes estão claramente nervosos depois da greve de três meses na Inco este ano e após uma paragem de produção que durou sete meses na última vez que a Falconbridge renegociou o contrato de Sudbury", afirmou em comunicado o banco londrino Standard Bank, de acordo com a Bloomberg.

O contrato do níquel, com entrega em Março, valorizou 1,8%, ou 230 dólares, para os 13.160 dólares (10.762 euros) por tonelada, o valor mais alto desde 1989. Desde o princípio do ano, o metal acumula uma subida de 81%.

As previsões para a produção de aço inoxidável apontam para um aumento das actuais 21,5 milhões de toneladas este ano para as 26 milhões de toneladas em 2007, um crescimento de 21%, de acordo com estimativas do Crédit Suisse First Boston (CSFB).

O banco de investimento prevê um aumento de 7,3% na procura de níquel para este ano, enquanto a produção deverá aumentar apenas 1,3%. A Inco comunicou, sexta-feira passada, que antevia um crescimento na produção de níquel de 6,9% para 2003.

Uma greve na Falconbridge retiraria do mercado 4.000 toneladas de níquel por mês.

"O mercado continua apertado por causa da resistente procura de aço inoxidável na China e de uma oferta limitada até, pelo menos, 2006", afirma o CSFB.

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