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Notícia sobre fuga de depósitos provoca queda de 29% nas acções do Bankia

Banco espanhol já perdeu mais de metade do valor desde que Rodrigo Rato se demitiu. O "El Mundo" noticia hoje que os clientes do banco já retiraram mil milhões de euros em depósitos desde que o Bankia foi nacionalizado, na semana passada.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 17 de Maio de 2012 às 13:02
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As acções do Bankia estão em queda livre na bolsa espanhola, tendo registado uma queda máxima de 29% na sessão de hoje.

A queda acentuada nos títulos deve-se à notícia avançada hoje pelo jornal "El Mundo", que os clientes do banco espanhol já retiraram mil milhões de euros em depósitos do banco, desde que este foi nacionalizado, ou seja, no espaço de uma semana.

Os títulos seguem ao final da manhã com uma queda mais contida, de 17,4% para 1,367 euros. Apesar da desvalorização acentuada, as acções nunca foram suspensas pelo regulador espanhol.

Em queda há dez sessões consecutivas, o Bankia já perdeu mais de metade do valor desde que o presidente, Rodrigo Rato, se demitiu do banco. O banco, que em termos de valor dos activos é um dos maiores de Espanha, vale agora 2,6 mil milhões de euros em bolsa, menos do que outras instituições espanholas de menor dimensão, como o Popular ou o Sabadell. Os investidores que compraram acções do Bankia quando o banco entrou em bolsa há menos de um ano estão a perder cerca de 70%.

A demissão do ex-director-geral do FMI ocorreu dias antes do banco ser nacionalizado. Uma medida a que o Governo espanhol recorreu para estancar a crise no sector financeiro, mas que parece ter sido insuficiente para acalmar os depositantes. Segundo o "El Mundo", a perda de depósitos desde a passada quarta-feira supera os mil milhões de euros, um montante similar à redução de depósitos ocorrida durante todo o primeiro trimestre do ano.

O banco resultante da fusão de várias "cajas de ahorros" vai ter que efectuar provisões de 4,7 mil milhões de euros, para cumprir as novas exigências para crédito imobiliário definidas pelo governo de Madrid.

A entrada do Estado espanhol no capital do Bankia poderá custar, na totalidade, entre sete a dez mil milhões de euros. Se chegar aos dez mil mihões, pode esgotar os recursos públicos disponíveis do FROB (Fundo de Reestruturação Ordenada da Banca), de acordo com fontes financeiras. O Bankia torna-se a oitava instituição espanhola a ser intervencionada com fundos públicos, desde o início da crise, e sozinha captou quase o mesmo que as outras instituições.

É um dos quatro principais bancos. No final de 2011, tinha dez milhões de cliente e 155,3 mil milhões de euros em depósitos.
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