Crédito Novas operações de crédito ao consumo atingem valor mais baixo em quase um ano

Novas operações de crédito ao consumo atingem valor mais baixo em quase um ano

As instituições financeiras emprestaram menos 100 milhões de euros em crédito ao consumo do que em Dezembro, segundo os dados do Banco de Portugal.
Novas operações de crédito ao consumo atingem valor mais baixo em quase um ano
Raquel Godinho 15 de março de 2016 às 12:22

As famílias portuguesas obtiveram 385,2 milhões de euros em crédito ao consumo, no primeiro mês do ano. Este valor representa uma quebra de 20,6% face ao mês de Dezembro, segundo os dados publicados esta terça-feira pelo Banco de Portugal. Depois de ter recuado durante dois meses consecutivos, o montante das novas operações atingiu o valor mais baixo em quase um ano.


As novas operações de empréstimos para o consumo sofreram uma queda expressiva, em Janeiro. Os bancos e as financeiras concederam menos 100 milhões de euros do que um mês antes, sendo necessário recuar a Fevereiro do ano passado para encontrar um valor de novo crédito mais baixo do que os 385 milhões de euros agora financiados.


A queda verificou-se em todos os segmentos mas foi mais expressiva nos empréstimos para a compra de carro. No total, foram concedidos 140,8 milhões de euros para este fim, menos 26% do que em Dezembro.


No caso dos automóveis novos, em locação financeira ou ALD, foram emprestados 21,1 milhões de euros (-38%) e, com reserva de propriedade e outros, foram concedidos 29,7 milhões de euros (-36%). Já no que se refere aos carros usados, as novas operações em locação financeira ou ALD ascenderam a 4,5 milhões de euros (-42%) enquanto com reserva de propriedade e outros totalizaram 85,4 milhões de euros (-15%).


Para cartões de crédito, linhas de crédito, contas correntes bancárias e facilidades de descoberto foram disponibilizados 79,5 milhões de euros, o que compara com os 99,5 milhões de euros concedidos um mês antes.


Já no crédito pessoal sem finalidade específica, as instituições financeiras emprestaram 161,8 milhões de euros, o que representa uma queda de 16% face ao mês anterior. As novas operações de crédito pessoal para educação, saúde, energias renováveis e locação financeira de equipamentos ascenderam a três milhões de euros, menos 8% do que em Dezembro.


Apesar da queda mensal, na comparação homóloga as novas operações de crédito ao consumo aumentaram. Registaram um crescimento de 16,3% face a Janeiro de 2015.




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