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Novos máximos históricos nas bolsas americanas em dia de bruxaria quádrupla

As bolsas norte-americanas abriram em alta, a marcarem novos recordes, sustentadas pelos bons dados económicos e pelas boas notícias na frente comercial.

Reuters
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 20 de Dezembro de 2019 às 14:41
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O Dow Jones segue a somar 0,40% para 28.491,68, fixando assim um novo máximo histórico.

O Standard & Poor’s 500, por seu lado, avança 0,46% para 3.220,18 pontos, o valor mais alto de sempre. O S&P 500 já sobe mais de 7% no acumulado do atual trimestre e a valorização anual ascende a 27%.

 

O tecnológico Nasdaq Composite também ganha terreno, a valorizar 0,40% para 8.922,80, o que constitui um novo recorde.

 

Os investidores relevaram o processo de ‘impeachment’ do presidente Donald Trump, que com a aprovação na Câmara dos Representantes (maioria democrata) passa agora para o Senado. Acontece que a câmara alta do Congresso é de maioria republicana, pelo que não se espera que o chefe da Casa Branca seja destituído.

 

Os novos dados económicos encorajadores continuam a ajudar ao movimento de subida. Depois do anúncio de ontem de que os pedidos de subsídio de desemprego voltaram a diminuir na semana passada nos EUA, hoje foi divulgado que o crescimento do país se manteve a bom ritmo no terceiro trimestre.

 

O produto interno bruto subiu 2,1%, em termos ajustados às variações sazonais e à inflação, entre julho e o final de setembro, anunciou o Departamento norte-americano do Comércio.

 

Por outro lado, a frente comercial continua a trazer otimismo aos mercados e a trazer de volta os investidores que apostam em ativos de maior risco, como é o caso das ações.

 

A China concordou em eliminar as taxas aduaneiras sobre seis produtos químicos e petrolíferos norte-americanos, o que tem estado a animar a negociação. Conforme explicou Pequim, a isenção durará um ano, a contar a partir de 26 de dezembro.

 

Hoje é dia de "bruxaria quádrupla" ("quadruple witching") nos mercados europeus e norte-americanos. E quádrupla porque se dá o vencimento simultâneo de quatro contratos: futuros e opções sobre índices e sobre acções, tanto nos EUA como na Europa.

O nome do dia faz assim referência a estes quatro vencimentos e às bruxas. Mas porquê as bruxas? Os mercados têm o termo ‘witching hour’ (a hora da bruxa) que é a última hora de negociação da sessão bolsista. Uma vez que o vencimento destes quatro tipos de contratos exerce grande influência no desempenho do mercado, o termo é tido como adequado para a situação, já que essa "hora da bruxa" será um curto período em que quem pratica feitiçaria fica especialmente mais ativo e poderoso. 

 

Assim sendo, este é um dia historicamente mais volátil, especialmente na última hora de negociação, com um elevado volume de transacções. Isto porque os investidores que precisam de fechar posições podem movimentar o mercado a qualquer preço, levando as cotações a oscilarem erraticamente.

 

O ‘quadruple witching’ ocorre quatro vezes por ano, nas terceiras sextas-feiras dos meses de março, junho, setembro e dezembro.

 

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