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Novos empréstimos à economia em mínimos de quatro meses

A banca voltou a reduzir o financiamento à economia, em Janeiro, com o montante total a diminuir para níveis idênticos aos de Setembro do ano passado. E para este comportamento contribuíram todos os segmentos.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 11 de Março de 2014 às 15:07
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No total, a banca financiou a economia em 4,65 mil milhões de euros, em Janeiro, o que corresponde a uma queda de 15,5% quando comparado com Dezembro, e uma descida de 10% face ao período homólogo, de acordo com os dados provisórios divulgados esta terça-feira, 11 de Março, pelo Banco de Portugal.

 

A queda foi transversal a empresas e famílias. Para as empresas, a banca disponibilizou 4,15 mil milhões de euros em novos financiamentos, um valor que corresponde a uma descida de 13,8% face a Dezembro e uma queda de 10,9% quando comparado com igual período do ano passado.

 

Já os empréstimos às famílias diminuíram 27% em termos mensais e 2,5% em termos homólogos, para um total de 499 milhões de euros. Os financiamentos aos particulares voltaram assim a ser inferiores a 500 milhões de euros, o que já não acontecia desde Setembro de 2013.

 

Para a compra de casa, os bancos emprestaram 163 milhões de euros, em Janeiro, menos 22% do que em Dezembro, mas mais 9,4% em termos homólogos. Para o consumo e outros fins, que inclui saúde, energia, educação e trabalhadores por conta própria, foi destinado 168 milhões de euros para cada um.

 

Financiamento da economia continua longe dos valores antes da crise

 

Os bancos chegaram, em 2007/2008, a financiar a economia em mais de oito mil milhões de euros por mês. A compra de casa chegou a absorver mais de 1,5 mil milhões de euros mensais.

 

A travagem brusca na concessão de crédito aconteceu depois de, em 2008, o Lehman Brothers ter falido, o que provocou uma crise de crédito à escala mundial. Os bancos receavam que ocorressem novos casos e restringiram os empréstimos entre si.

 

Com maiores dificuldades de financiamento, a banca começou a reflectir no mercado nacional este contexto. O que foi ainda mais vincado depois de Portugal pedir ajuda financeira internacional. A banca portuguesa deixou de se conseguir financiar regularmente no mercado e deixou de ter capacidade de financiamento da economia.

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