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Nunca houve tanto dinheiro investido em ouro a nível global

As recentes preocupações com o impacto do vírus de origem chinesa nos mercados originou uma fuga para os ativos que dão maior segurança. O dinheiro guardado em ETFs (“Exchange Traded Fund”) de ouro atingiu um recorde histórico.

Bloomberg
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 04 de Fevereiro de 2020 às 10:04
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A aposta em ETFs ("Exchange Traded Fund") de ouro nunca foi tão elevada, tendo alcançado o patamar das 2.573,9 toneladas na sessão de ontem, dia 3 de fevereiro, acima do anterior recorde histórico de 2012, segundo os dados divulgados pela Bloomberg.

Após um longo período de acumulação e de poupança, as recentes preocupações com o impacto que o coronavírus poderia ter nos mercados de ações levaram os investidores a fugirem dos ativos de maior risco e a refugiarem-se naqueles considerados mais seguros. 

Caso disso é o ouro, que costuma beneficiar de climas voláteis ou turbulentos nos mercados, e tem aproveitado estes dias para valorizar para máximos de 2013, num cenário de juros baixos na maioria das economias avançadas. Apesar de hoje estar a corrigir dos fortes ganhos, com uma queda de 0,3% para os 1.567,61 dólares por onça, o metal precioso valorizou quase 5% em janeiro. 

A última vez que as apostas em EFTs de ouro atingiram níveis semelhantes foi em dezembro de 2012, mês em que a Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed), na altura liderada por Ben Bernanke, manteve as taxas e juro de referência do país perto de zero. Em simultâneo, o banco central norte-americano anunciava um programa de compra de ativos, numa tentativa de impulsionar o crescimento económico e fazer cair a taxa de desemprego. A partir dessa altura, o dinheiro acumulado neste tipo de ativo contraiu até ao final de 2015 e voltou a ganhar força a partir do ano seguinte, marcado pelo arranque da campanha eleitoral de Donald Trump para liderar a Casa Branca.

No mês passado, a Fed decidiu manter os juros diretores no intervalo entre 1,5% e 1,75%, patamar que tinha sido atingido em outubro com o terceiro corte de juros consecutivo, de forma unânime e indo ao encontro das expectativas dos mercados.

Este novo recorde histórico significa que os investidores estão a proteger as suas apostas no metal precioso, mesmo com as ações dos EUA a permanecerem próximas de máximos históricos.
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