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O que está a beneficiar as acções do BCP

As acções do BCP sobem 37,53% nos últimos três meses e avançam mais de 11% desde o início do ano. Isto depois de terem cedido mais de 70% em 2016. O que mudou na avaliação do mercado?

Millennium Bcp
Rui Barroso ruibarroso@negocios.pt 25 de Abril de 2017 às 23:20
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Redução de activos problemáticos
Os analistas têm destacado a redução da exposição do BCP a activos problemáticos. Segundo o CaixaBI, essa exposição desceu em 11,4% no ano passado para 9,4 mil milhões de euros. O JPMorgan, que tem recomendação de "neutral", também reconhece essa descida, mas salientou que, apesar da melhoria, a exposição a activos problemáticos ainda é elevada. Já a Autonomous defende que o caminho de normalização dos activos leva os investidores a centrarem-se na rentabilidade antes de provisões.

Aumento de capital reforçou o banco
Após o aumento de capital de 1.332 milhões de euros concluído em Fevereiro, as preocupações sobre a solidez do banco diminuíram. A S&P, por exemplo, melhorou o "rating" do banco em um nível, se bem que ainda no patamar "lixo". A operação permitiu também devolver o restante do empréstimo estatal, o que beneficia a margem financeira. O JPMorgan estima uma melhoria de 6% neste indicador este ano.


Risco do soberano  e do sector mitigados
As revisões em alta do crescimento para a economia portuguesa e a perspectiva de Portugal poder sair do procedimento por défices excessivos ajudaram a acalmar o risco atribuído ao país. Além disso, o risco que o BCP enfrentava no Fundo de Resolução foi mitigado com a extensão dos empréstimos estatais àquela entidade. A descida das taxas de juro também tem ajudado, assim como os progressos assinalados pelas agências de "rating" em relação à estabilização do sector bancário.

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