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O dia num minuto: Vários pedidos, uma promessa, um teste e o fim de uma relação com 10 anos

Cavaco Silva recebeu sete partidos em Belém, a Eni já não é accionista da Galp, Draghi voltou a fazer promessas e houve um ataque terrorista no Mali.  

O líder do PSD não pareceu estar disposto a aceitar uma solução que passe pela manutenção do actual Governo em gestão
Miguel Baltazar/Negócios
Negócios 20 de Novembro de 2015 às 20:01
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Esquerda quer Governo PS, Passos também. Os sete partidos com assento parlamentar foram a Belém dizer ao Presidente da República qual a solução que defendem para a formação do próximo Governo. Sem surpresas, os quatro partidos de esquerda (e também o PAN) exigiram a nomeação de António Costa para primeiro-ministro. O líder do PS argumentou que é necessário um Governo PS "para poupar ao país uma crise desnecessária". Opinião diferente manifestou Paulo Portas, com o líder do CDS a considerar que o PS não cumpriu os pré-requisitos exigidos pelo Presidente. Já o ainda primeiro-ministro considerou que os partidos de esquerda "não podem deixar de assumir a responsabilidade de constituir um novo governo". Espera-se agora uma decisão do Presidente da República, que não tem ainda hora marcada.


Votações no Parlamento.
Decorreram esta sexta-feira várias votações no Parlamento. O projecto de lei do Bloco de Esquerda, que permite a adopção por casais do mesmo sexo, foi aprovado, sendo que aos votos dos partidos de esquerda juntaram-se 19 deputados do PSD. Paula Teixeira da Cruz foi uma das deputadas que votou ao lado da esquerda, tendo repetido a opção na alteração à lei de Interrupção Voluntária da Gravidez (IGV), que também foi aprovada com os votos do PS, Bloco de Esquerda, PCP e PAN. Já o projecto de resolução do PSD e do CDS-PP sobre as "orientações fundamentais da política externa portuguesa" também foi aprovado, tendo merecido o voto favorável do PS.

 

Draghi promete fazer "o que for preciso". São cada vez mais fortes os sinais de Mario Draghi sobre a necessidade de o Banco Central Europeu avançar com mais medidas de estímulo. O presidente da autoridade monetária afirmou em Frankfurt que "faremos o que for preciso para fazer crescer a inflação o mais rápido possível". Com a expectativa cada vez mais certa que a 3 de Dezembro o BCE vai avançar com novas medidas de estímulo, as taxas Euribor continuam em queda, tendo fixado novos mínimos de sempre. A taxa a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação desceu para -0,024%.

 

Volkswagen reduz investimento. O escândalo de manipulação de emissões poluentes vai obrigar a Volkswagen a reduzir em 8% o seu orçamento anual para investimento. A fabricante de automóveis alemã vai gastar 12 mil milhões de euros em desenvolvimento de veículos, fábricas e tecnologia no próximo ano, um montante que traduz um corte de mil milhões de euros face ao previsto antes. O anúncio foi efectuado após uma reunião da administração da Volkswagen, que além dos cortes anunciou também um investimento de 100 milhões de euros no próximo ano para a investigação na área dos veículos eléctricos e híbridos.

 

Saída da Eni penaliza acções da Galp. Concretizou-se esta sexta-feira a saída definitiva da Eni do capital da Galp Energia, com a petrolífera italiana a vender os 4% que ainda detinha na companhia portuguesa por 325 milhões de euros. Um negócio que põe fim a uma relação de cerca de 10 anos e que começou a ser desfeita desde 2012, ano em que a Eni começou reduzir a posição que atingiu 33,3%. No total a companhia italiana encaixou 3.283 milhões de euros com a venda da posição na Galp Energia. A conclusão deste processo retira um peso sobre as acções da Galp, daí que os analistas considerem que tem um impacto positivo sobre a Galp Energia. Ainda assim os títulos fecharam a sessão em terreno negativo, com uma queda de mais de 5% para 9,553 euros.


Terrorismo no Mali.
Um ataque terrorista realizado pela Al-Qaeda num hotel de luxo no Mali provocou mais de 20 mortos. Os atacantes, dois dos quais foram mortos, entraram no hotel Radisson Blu aos gritos de "Allahu Akbar" (Alá é Grande) e começaram a disparar armas automáticas, tendo feito reféns as 170 pessoas (140 hóspedes, muitos deles de nacionalidade estrangeira e 30 funcionários). A intervenção das forças militares malianas apoiadas por unidades especiais francesas e norte-americanas permitiu a fuga de cerca de 80 dos reféns a meio do dia, tendo o sequestro terminado pelas 17:30.


Teste à literacia.
Segundo um estudo da Standard & Poor’s, na literacia financeira Portugal está atrás do Iraque, Chade ou Nigéria. Para saber o seu nível, faça aqui este teste

 

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