Mercados Obrigações do Tesouro renderam 71 cêntimos por cada euro aplicado nos últimos dez anos

Obrigações do Tesouro renderam 71 cêntimos por cada euro aplicado nos últimos dez anos

O relatório da CMVM sugere que o investimento em obrigações do tesouro revelou-se o mais rentável nos últimos dez anos. Por cada euro investido neste período, o investidor teria ganho 71 cêntimos, conclui.
Obrigações do Tesouro renderam 71 cêntimos por cada euro aplicado nos últimos dez anos
Bloomberg
Patrícia Abreu 08 de julho de 2016 às 18:26

As Obrigações do Tesouro revelaram-se o investimento mais rentável nos últimos dez anos. Por cada euro investido nestes títulos de dívida, o investidor teria acumulado um ganho de 71 cêntimos, conclui a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Já quem tivesse mantido capital investido na bolsa portuguesa na última década estaria a perder dinheiro.


O investimento em obrigações portuguesas nos últimos dez anos registou uma taxa de rentabilidade de 5,5%, um retorno que supera a taxa oferecida pelas acções nacionais (com e sem dividendos) e pelos certificados de aforro. A conclusão é do relatório anual da CMVM, que diz que por cada euro investido em OT na última década, o investidor teria ganho 71 cêntimos, "o que corresponde a uma rentabilidade real (isto é, expurgada do efeito do crescimento generalizado dos preços) de 47,3 cêntimos".


"Idêntico investimento em certificados de aforro teria gerado um retorno de 24,7 cêntimos (que corresponde a um poder de compra real de 7,2 cêntimos)", enquanto "uma aplicação numa carteira que replicasse o PSI-20 Total Return ou o PSI Geral obteria uma rentabilidade negativa de 6,9 cêntimos ou de 10,6 cêntimos".


Olhando apenas para o último ano, as conclusões são bem diferentes. A aposta na bolsa teria rendido 14,7% no PSI-20 Total Return, ao passo que as Obrigações do Tesouro foram as que geraram uma rendibilidade inferior (2,4%).


"O investimento de 100.000 Euros no final de 2005, em depósitos a prazo, certificados de aforro, títulos do Tesouro e acções, numa carteira correspondente à estrutura dos patrimónios financeiros (activos) do segmento de particulares desse ano, atingiria passados dez anos o montante de 128.345 Euros, o que corresponde a uma taxa média de rentabilidade anual de 1,6%", exemplifica o relatório.


Face a estas conclusões, a CMVM aponta que, na última década, o investimento quer em obrigações do Tesouro quer em depósitos a prazo teria sido mais compensador do que no mercado accionista.




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