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OCDE avisa que "a recuperação económica vai ser historicamente lenta"

As economias desenvolvidas deverão começar a recuperar a partir de meados de 2009, mas o processo será historicamente lento , avisou hoje a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), após ter revisto em forte baixa as suas previsões para a evolução das principais economias do mundo, antecipando uma contracção de 0,3% dos países desenvolvidos ao longo do próximo ano.

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 13 de Novembro de 2008 às 11:16
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As economias desenvolvidas deverão começar a recuperar a partir de meados de 2009, mas o processo “será historicamente lento”, avisou hoje a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), após ter revisto em forte baixa as suas previsões para a evolução das principais economias do mundo, antecipando uma contracção de 0,3% dos países desenvolvidos ao longo do próximo ano.

Segundo a organização sedeada em Paris, as tensões persistentes no sistema financeiro internacional e a queda dos preços do imobiliário são as principais dinâmicas que estão a esmagar o crescimento económico. “Esta não vai ser certamente uma recessão tipo-V”, afirmou Jorgen Elmeskov, economista-chefe da OCDE, referindo às recessões profundas mas rápidas. “A recuperação será muito lenta tendo em conta os padrões históricos”.

As novas projecções da OCDE apontam para contracções simultâneas na Zona Euro e nos Estados Unidos, antecipando quatro trimestres consecutivos de retracção nos dois principais “motores” da economia mundial.

Em Junho, a OCDE previra que a economia norte-americana iria sofrer apenas um trimestre de contracção, com a Zona Euro e o Japão a desacelerar, mas sem sair de terreno positivo.

As novas previsões da OCDE são, ainda assim, menos pessimistas do que as divulgadas há precisamente uma semana pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que diz estar-se perante a pior recessão desde 1945.

No espaço de apenas um mês, o FMI foi obrigado a “amputar” oito décimas à sua previsão de crescimento da economia global (2,2%) antecipando agora o que nenhum quadrante vai ficar imune à crise financeira, e nem as novas potências asiáticas conseguirão evitar que o mundo cresça em 2009 abaixo dos 3% que Fundo considera traduzir o limiar de uma recessão global. No próximo ano, Estados Unidos (-0,7%), Zona Euro (-0,5%) e Japão (- 0,2%) vão estar simultaneamente em contracção, prevê a instituição.

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