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OPA do La Caixa garante maior subida de sempre às acções do BPI

O BPI terminou a sessão desta terça-feira com a maior subida de sempre em bolsa. Avançou mais de 27% a reflectir a oferta pública de aquisição lançada pelo CaixaBank, que oferece 1,329 euros por cada acção.

17 - Fernando Ulrich, BPI. 0,36%
Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 17 de Fevereiro de 2015 às 17:22
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O banco liderado por Fernando Ulrich somou 27,04% para 1,325 euros, o valor mais elevado desde o passado mês de Dezembro. Este desempenho positivo sem precedentes das acções do BPI é justificado pelo anúncio de uma OPA por parte do CaixaBank (La Caixa).    

 

A instituição espanhola é o maior accionista do banco liderado por Fernando Ulrich, detendo uma posição de 44,29%. O CaixaBank oferece 1,329 euros por cada acção, um prémio de 27% face à cotação desta segunda-feira (1,043 euros). Com a forte valorização desta terça-feira, o banco ficou muito perto do valor oferecido na OPA.

 

Com esta operação, o CaixaBank dispõe-se a pagar mais de mil milhões de euros para ficar com a totalidade do capital do BPI, tendo definido como condição de eficácia da OPA a obtenção de mais de 50% do BPI. O que significa que o banco espanhol pretende adquirir mais de 5,9% das acções nesta oferta.

 

O sucesso da oferta está ainda dependente da mudança estatutária do BPI para que sejam eliminadas as limitações de direitos de votos, uma vez que o BPI tem uma limitação de votos a 20% do capital.

 

A forte valorização do título foi acompanhada de um elevado volume. Trocaram de mãos quase 26,7 milhões de acções, o que supera a média de 2,9 milhões de títulos transaccionados por dia nos últimos seis meses.

 

Esta é a quarta sessão consecutiva de ganhos para as acções do BPI que, neste período, acumulam um ganho de 44,65%. Desde o início do ano, o banco avança 29,14%, o melhor desempenho da bolsa nacional em 2014. O BPI tem agora um valor de mercado de 1,9 mil milhões de euros.

 

Os investidores aplaudiram a OPA lançada pelo CaixaBank, que os analistas acreditam que será bem-sucedida. "Existe uma elevada probabilidade de sucesso na operação, já que as condições impostas pelo La Caixa serão asseguradas facilmente: obter mais de 50% do capital (quando já têm 44,1%) e deixar cair a limitação dos 20% de direitos de voto", defende João Pereira Leite, director de investimentos do Banco Carregosa.

 

O valor oferecido pelo banco liderado por Gonzalo Gortázar "representa um prémio mais elevado do que o habitual, se bem que a previsão de sinergias é também mais elevada do que o habitual", defende Juan Carlos Calvo. Nesse sentido, "a oferta terá uma elevada aceitação entre os accionistas do BPI, pelo prémio oferecido", estima o analista do BESI.

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