Petróleo OPEP acorda aumento de produção em um milhão de barris

OPEP acorda aumento de produção em um milhão de barris

Os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) terão chegado a acordo para o aumento de produção em um milhão de barris por dia. Ainda que na realidade a produção deva crescer menos do que isso.
OPEP acorda aumento de produção em um milhão de barris
Ramzi Boudina/Reuters
Sara Antunes 22 de junho de 2018 às 14:15

A OPEP chegou a acordo esta sexta-feira, 22 de Junho, para que a produção entre os seus membros aumente em um milhões de barris diários a partir de Julho.

Ainda assim, na prática, o aumento será de perto de 600 mil barris por dia, uma vez que alguns países não têm capacidade para produzir mais, revelou a Reuters, citando uma fonte próxima do processo. Não está ainda, contudo, determinado ao certo qual será o volume a mais no mercado, já que as contas diferem. O Iraque, por exemplo, diz que o incremento estará na ordem dos 770 mil barris diários.

 

Os membros da OPEP estão reunidos em Viena até sábado e já se previa que fosse anunciado um aumento de produção.

Chegou-se mesmo a falar na possibilidade de os países poderem anular o corte de produção em vigor desde Janeiro de 2017, de 1,8 milhões de barris diários - acordo do qual fazem parte outros grandes produtores de fora do cartel, como a Rússia.

 

O petróleo esteve todo o dia a reagir em alta, pelo facto de o corte de produção ser inferior ao antecipado, com o barril do Brent, negociado em Londres e referência para Portugal, a subir 3,60% para 75,68 dólares ao final do dia, e o West Texas Intermediate (WTI) a disparar 5,55% para 69,18 dólares. 

Apesar de a redução de produção que tem vigorado nos últimos 18 meses ser de 1,8 milhões de barris por dia, os inesperados cortes por parte da Venezuela, Líbia e Angola fizeram com que, efectivamente, a diminuição nos últimos meses ronde os 2,8 milhões de barris diários.

(notícia actualizada às 21:18)

"O aumento acordado será suficiente por agora, mas não no quarto trimestre, altura em que se terá de lidar com uma diminuição das exportações iranianas e venezuelanas", comentou à Reuters o principal estratega petrolífero da S&P Global, Gary Ross.

Ou seja, aquele que acabar por ser o incremento real - e que, pelo que se sabe, estará algures entre os 600 mil e os 770 mil barris por dia - acabará por não se revelar suficiente, daí que as cotações estejam também a ganhar terreno. 

"Não há muita capacidade adicional no mundo. Se perdermos um milhão de barris por dia da produção da Venezuela e do Irão no quarto trimestre, onde iremos buscar todos esses barris? Os preços altos vão manter-se", considera Gary Ross.




Saber mais e Alertas
pub

Marketing Automation certified by E-GOI