Petróleo OPEP alerta que tensões comerciais estão a penalizar a procura por petróleo

OPEP alerta que tensões comerciais estão a penalizar a procura por petróleo

O cartel reviu ligeiramente em baixa as estimativas para o consumo no conjunto do ano, avisando que as tensões comerciais estão a penalizar a procura.
OPEP alerta que tensões comerciais estão a penalizar a procura por petróleo
EPA
Rita Faria 13 de junho de 2019 às 12:34

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) reviu em baixa as estimativas para o consumo desta matéria-prima no primeiro trimestre, e alertou que as tensões comerciais estão a penalizar a procura, o que coloca desafios ao mercado.

O cartel, que deverá reunir-se nas próximas semanas para definir os seus níveis de produção para o segundo semestre, avançou no seu relatório mensal, divulgado esta quinta-feira, que a procura aumentou em menos de 1 milhão de barris por dia no primeiro trimestre, depois de já ter cortado as suas estimativas em cerca de 20%.

"Ao longo da primeira metade do ano, as tensões comerciais escalaram", resultando num "crescimento mais fraco na procura global por petróleo", refere a OPEP, no relatório citado pela Bloomberg. "O abrandamento da economia global observado no primeiro semestre será ainda mais desafiado no segundo semestre".  

Para o conjunto do ano, a OPEP estima agora que a procura vai aumentar em 1,14 milhões de barris por dia, ou 1,2%, abaixo da projeção anterior que apontava para um crescimento de 1,21 milhões de barris por dia.

No mesmo relatório, o cartel indica que a produção dos seus membros diminuiu em 236 mil barris por dia para 29,9 milhões no mês passado, sobretudo devido às sanções dos Estados Unidos sobre o Irão.

Ainda assim, o grupo e os seus aliados deverão decidir-se pelo prolongamento dos cortes na produção pelo menos até ao final do ano na reunião que se realizará em Viena.  

O ministro da Energia da Arábia Saudita, Khalid Al-Falih, disse na semana passada que a organização está alinhada nesse sentido, esperando apenas um compromisso semelhante por parte da Rússia.

Já há mesmo produtores que admitem a necessidade de manter os cortes em 2020, como é o caso dos Emirados Árabes Unidos, que justificam a sua visão com o aumento acentuado da produção de petróleo de xisto nos Estados Unidos.

Esta quinta-feira, o petróleo está a registar fortes subidas nos mercados internacionais, devido à notícia de um ataque a um petroleiro saudita no Golfo de Omã. Ontem, a matéria-prima afundou 4% penalizado pelo aumento das reservas norte-americanas para o nível mais alto desde 2017.




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