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OPEP ameaça antecipar reunião de Março após queda de 9% do petróleo em três dias

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) anunciou que está "muito preocupada" com a correcção acentuada dos preços da matéria-prima, que em três dias perdeu cerca de 9%. A organização ameaça antecipar a reunião de Março, para avaliar um no

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 05 de Janeiro de 2007 às 16:37
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A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) anunciou que está "muito preocupada" com a correcção acentuada dos preços da matéria-prima, que em três dias perdeu cerca de 9%. A organização ameaça antecipar a reunião de Março, para avaliar um novo corte de produção, mesmo antes de ter implementado o último anunciado em Dezembro.

A OPEP, produtora de 40% do petróleo mundial, está "muito preocupada" com a recente queda dos preços do petróleo e poderá precisar de reunir antes da reunião marcada para 15 de Março caso os preços mantenham esta tendência, afirmou à Bloomberg o ministro do Petróleo do Qatar, Abdullah bin Hamad al-Attiyah.

"Claro que há preocupação se os preços caíram quase 5%" disse o responsável referindo-se a descida de ontem, dia em que o petróleo caiu para os 55,11 dólares em Londres, o que representa o valor mais baixo em mais de 1 ano, e em Nova Iorque recuou para 55,59 dólares.

"Por agora não há necessidade antes da nossa reunião de Março, mas não temos objecções de reunir se os preços continuarem a cair", afirmou Abdullah bin Hamad al-Attiyah, que acrescentou que há muita especulação no mercado e que nos próximos dias há necessidade de observar o mercado "com muito cuidado".

A OPEP anunciou em Dezembro um novo corte na produção, em 500 mil barris por dia, com efeito a partir de 1 de Fevereiro, um corte de precedeu uma redução de 1,2 milhões de barris por dia anunciada em Novembro. As reduções de produção aprovadas pela OPEP são justificadas pela organização para estabilizar o mercado. A OPEP considera que os preços da matéria-prima não devem recuar para lá dos 60 dólares por barril.

O último corte, de 500 mil barris por dia, ainda não foi implementado.

Um analista da Fat Prophets, David Hart, considera mesmo que "em vez de terem outra reunião, a OPEP precisa simplesmente de prosseguir com os cortes de produção" já anunciados. "Há cinismo no mercado" em relação à actual postura da OPEP.

O West Texas Intermediate (WTI) [cl1] cedia 0,43% para os 55,35 dólares por barril, acumulando uma queda de 9,3% desde o início do ano. O "brent" [co1], transaccionado em Londres, descia 0,31% para os 54,94 dólares, que representa uma desvalorização de 9,7% desde que o ano de 2007 começou.

As quedas recentes do petróleo estão relacionadas com temperaturas acima do normal para esta época do ano, o que faz com que o consumo de matéria-prima diminua, com o aumento das reservas dos Estados Unidos da América e com previsões de que o consumo de petróleo e de combustíveis vai abrandar este ano.

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