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OPEP corta previsão de produção de petróleo nos EUA

A OPEP reviu em baixa a previsão de produção de petróleo nos países não-membros em 2015, devido ao preço, poços activos, licenças e previsão de investimento.

Bloomberg
Vera Ramalhete veraramalhete@negocios.pt 09 de Fevereiro de 2015 às 13:37
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A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) reviu em baixa a previsão dos níveis de produção de petróleo nos EUA em 2015. De acordo com o relatório mensal da organização, divulgado esta segunda-feira, a produção de petróleo nos países não-membros vai baixar em cerca de 400 mil barris por dia. A maior redução ocorre nos Estados Unidos, com um corte de 130 mil barris por dia, seguido da Colômbia. No Canadá e Iémen as previsões também foram revistas em baixa.

 

"Os principais factores para a previsão de crescimento mais lento em 2015 são: expectativa dos preços, menor número de poços activos na América do Norte, redução das licenças de exploração nos EUA e uma redução nas despesas previstas das companhias de petróleo internacionais", refere a OPEP no seu relatório mensal.

 

A OPEP estima um aumento de produção de 850 mil barris por dia nos países não-membros, em 2015, o que representa uma redução de 420 mil barris por dia face ao relatório anterior, para um total de 57,09 milhões de barris por dia.

 

Nos EUA, a oferta de petróleo vai aumentar 820 mil barris por dia, para 13,64 milhões de barris por dia em 2015. A procura vai aumentar 1,3%, em 1,17 milhões de barris por dia em 2015 para 93,32 milhões de barris por dia, de acordo com o relatório.

 

Face à redução na previsão do crescimento da produção dos países não-membros, a OPEP aumentou a sua estimativa da produção necessária para 2015 para 29,2 mil milhões de barris por dia, cerca de 1 milhão abaixo da sua produção actual.

 

Em Novembro, a OPEP, que é responsável por cerca de 40% do fornecimento mundial de petróleo, anunciou a manutenção dos níveis de produção, apesar da oferta elevada, procurando pressionar os concorrentes, como os Estados Unidos, a reduzir a produção da matéria-prima. A estratégia provocou uma queda acentuada do preço do petróleo.

 

O petróleo sobe, esta segunda-feira, 1,35% em Nova Iorque. O WTI (West Texas Intermediate) negoceia nos 52,39 dólares por barril. O Brent, negociado em Londres, que serve de referência às exportações europeias, sobe 0,57% para os 58,13 dólares.

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