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OPEP dividida sobre produção em plena capacidade

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo, responsável por 40% da produção mundial, está dividida sobre se deve renovar a proposta lançada aos membros para produzirem ao nível da capacidade máxima de produção, como forma de ajudar à queda do preço

Susana Domingos sdomingos@negocios.pt 24 de Abril de 2006 às 10:09
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A Organização dos Países Exportadores de Petróleo, responsável por 40% da produção mundial, está dividida sobre se deve renovar a proposta lançada aos membros para produzirem ao nível da capacidade máxima de produção, como forma de ajudar à queda do preço do petróleo.

Em Setembro do ano passado, após a devastadora passagem do furacão Katrina pelo Golfo do México e EUA, a OPEP lançou um plano de ajuda que passava por colocar a produção em máximos como forma de ajudar à redução dos preços nos mercados financeiros. O plano acabou por falhar, mas o ministro do Petróleo do Kuwait, o Xeque Ahmad Fahd al-Sabah, considera que, agora, se deve voltar a colocar a proposta em cima da mesa no Fórum Internacional de Energia, um encontro de três dias que está a decorrer em Doha, no Catar, e que termina hoje.

«Temos que fazer o que for necessário para ajudar o mercado, mesmo que não existam clientes para a produção extraordinária de petróleo», afirmou o ministro do Kuweit no encontro de Doha.

No entanto, a proposta parece não estar a gerar consenso. A Argélia, o segundo menor produtor de petróleo pertencente à OPEP, já revelou que vai apoiar a proposta do Kuweit, mas a Nigéria, um dos principais membros da organização, opõe-se a esta ideia.

«Não há justificação [para a produção em plena capacidade] e, de qualquer forma, não há capacidade de refinação para acomodar um acréscimo de produção», afirmou o ministro do Petróleo da Nigéria, Edmund Daukoru, que é também actualmente o presidente da OPEP.

Os membros da OPEP estão a lutar para acrescentar capacidade produtiva às suas estruturas, para conseguirem aumentar a produção ao mesmo ritmo que aumenta a procura. No entanto, a organização não se tem mostrado capaz de travar a escalada do preço da matéria-prima nos mercados internacionais.

Na sexta-feira, o crude negociado em Nova Iorque atingiu o máximo de sempre nos 75,35 dólares por barril e, em Londres, o «brent» que serve de referência a Portugal, chegou ao máximo histórico de 74,79 dólares por barril.

Hoje, o contrato de futuros sobre o West Texas Intermediate, transaccionado em Nova Iorque, segue em queda de 0,29% para os 74,95 dólares por barril e, em Londres, o «brent» desliza 0,4% para os 74,27 dólares por barril.

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