Petróleo OPEP volta a falhar acordo para limitar produção. Petróleo recua

OPEP volta a falhar acordo para limitar produção. Petróleo recua

A matéria-prima reagiu em queda ao anúncio de que os países membros do cartel não chegaram a acordo sobre as quotas de produção de petróleo. O barril está abaixo dos 49 dólares.
OPEP volta a falhar acordo para limitar produção. Petróleo recua
Ibraheem Al Omari/Reuters

Os países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) voltaram a falhar um acordo para fixar novas quotas de produção no cartel, uma decisão que provocou uma imediata reacção em baixa nas cotações da matéria-prima. Em reacção às primeiras informações vindas da reunião da OPEP, que ocorreu em Viena, os preços do petróleo apagaram os ganhos que tinham registado ao início da sessão. E o Brent voltou a negociar abaixo de 50 dólares, com o preço a baixar 1,13% para 49,16 dólares. Já o West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, cede 1,59% para 48,23 dólares. 

 

De acordo com um delegado da OPEP que participou na reunião desta quinta-feira em Viena, os responsáveis do cartel não conseguiram chegar a um entendimento, repetindo-se assim o que já tinha acontecido em Abril. Ficaram assim frustradas as expectativas que a Arábia Saudita poderia surpreender e considerar um acordo para congelar a produção nos níveis registados em Dezembro do ano passado. Essa opção sinalizada por Riade tem sofrido a resistência do Irão. Teerão quer aumentar a sua produção para níveis semelhantes aos registados antes de ter sido alvo de sanções por parte do Ocidente, que foram levantadas recentemente.

Antes da reunião, os analistas do RBC Capital Markets referiam que apesar da expectativa de que a Arábia Saudita quereria mostrar que continuava comprometida com a OPEP, uma mudança na política de produção era improvável. Os analistas deste banco explicavam que "o facto de as relações entre a Arábia Saudita e o Irão terem piorado pende contra qualquer acordo surpresa". Por isso, "a dor está pronta a continuar nos membros mais ameaçados do cartel, que estão a ficar sem dinheiro mesmo com o petróleo em torno dos 50 dólares por barril".

 

A elevada quantidade de petróleo no mercado é o principal factor de pressão que continua a pesar sobre os preços do "ouro negro". O excesso de oferta no mercado, associado às preocupações em relação à procura, levou mesmo a matéria-prima a tocar mínimos de 12 anos em 2016. Mas, desde então o petróleo regista uma forte valorização, com o Brent a subir mais de 34% desde o início do ano. O presidente da OPEP, Saleh Al-Sada, referiu, num discurso antes da reunião, que "há evidências que apontam para um mercado mais equilibrado na segunda metade de 2016".

A OPEP elegeu ainda um novo secretário-geral, que assumirá funções a partir de Agosto. O candidato escolhido foi o nigeriano Mohammed Barkindo. A próxima reunião do cartel ficou agendada para final de Novembro, segundo a Reuters.

(Notícia actualizada às 14:44 com novas cotações do petróleo e com informações adicionais)




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